Crédito à habitação dispara para máximos históricos em outubro

Novo financiamento para a compra de casa subiu 77 milhões de euros em outubro, para 2.160 milhões. Jovens continuam a representar a maior parcela dos empréstimos: 61%.

As novas operações de crédito ao consumo atingiram, em outubro, um valor inédito. Segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta quarta-feira, os bancos financiaram 2.160 milhões de euros para a compra de casa no décimo mês do ano. Jovens continuam a impulsionar a concessão de financiamento para habitação, com mais de 60% dos novos créditos.

“Os novos contratos de empréstimos para habitação e para consumo registaram máximos históricos”, refere o supervisor. Os novos empréstimos para a aquisição de habitação subiram 77 milhões de euros, para 2.160 milhões de euros.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, os jovens até aos 35 anos continuam a ser o principal impulsionador das novas operações, a beneficiarem da garantia pública para a compra de casa. Em outubro, representaram 61% do montante total de novos contratos para habitação própria permanente, mais um ponto percentual do peso em setembro e em linha com os últimos oito meses.

Segundo o supervisor, as renegociações de crédito somaram 538 milhões de euros, menos oito milhões de euros do que no mês anterior.

O aumento das novas operações tem estado a contribuir para o crescimento do “stock” de crédito existentes. Apesar de não estar em máximos históricos, o “stock” de empréstimos para compra de habitação totalizava 109,1 mil milhões de euros no final de outubro, o montante mais elevado desde meados de 2013.

Em termos globais, as novas operações de empréstimos aos particulares, que incluem o crédito à habitação e renegociações totalizaram 3.623 milhões de euros, mais 143 milhões do que em setembro.

“Os novos contratos de empréstimos a particulares aumentaram 150 milhões de euros, atingindo 3.085 milhões de euros, o valor mais elevado da série histórica, iniciada em dezembro de 2014“, explica o mesmo documento.

Renegociações de contratos baixam juro médio

Quanto às taxas dos novos empréstimos, o juro médio aplicado baixou, em outubro, pelo 9.º mês consecutivo, passando de 2,86% para 2,85%. Uma evolução justificada pelas renegociações de contratos, uma vez que a Euribor se têm mantido em torno da barreira psicológica de 2%. Pela primeira vez desde janeiro do ano passado, quem tem contratos indexados à Euribor a 3 e 6 meses revistos em dezembro vai pagar mais ao banco.

Segundo o Banco de Portugal, nos contratos renegociados, a taxa média recuou 0,04 pp, para 2,88%, enquanto nos novos contratos, a taxa manteve-se nos 2,84%. Em termos acumulados, nos primeiros dez meses de 2025, a redução na taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação foi de 0,38 pp.

Depois de quase dois anos de alívio nas prestações do crédito da casa a pagar ao banco, os investidores não antecipam que as taxas Euribor baixem da barreira psicológica dos 2%. Pelo contrário, a leitura atual do mercado sugere que as taxas podem mesmo registar subidas mais expressivas a partir do verão do próximo ano, colocando um ponto final definitivo no ciclo de alívio que as famílias portuguesas experienciaram durante grande parte de 2024 e 2025.

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