Mão-de-obra pressiona subida de 4,5% nos custos de construção de habitação nova

O custo de construir casa em Portugal aumentou 4,5% em novembro em termos homólogos, puxado pelos salários na construção. A mão-de-obra aumentou 8,7%, o valor mais alto desde dezembro de 2024.

ECO Fast
  • Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro, impulsionados principalmente pelo aumento de 8,7% nos custos de mão de obra.
  • O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova acumulou um aumento de 4,4% em 2025 até novembro.
  • A contínua subida dos custos de construção pode agravar a escassez de trabalhadores qualificados e aumentar as pressões salariais no setor.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Os custos de construção de habitação nova em Portugal registaram um aumento de 4,5% em novembro face ao período homólogo, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A variação representa uma aceleração de 0,1 pontos percentuais comparativamente ao mês anterior.

O custo da mão-de-obra foi o principal motor desta subida, com um aumento homólogo de 8,7%, o valor mais elevado desde dezembro de 2024. O preço dos materiais registou uma variação mais moderada de 1%, desacelerando face aos 1,3% observados em outubro, mostram nos números do INE.

“O custo da mão de obra contribuiu com 3,9 pontos percentuais (3,7 pontos percentuais no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) e os materiais registaram um contributo de 0,6 pontos percentuais (0,7 pontos percentuais no mês de outubro)”, lê-se no comunicado do INE.

No acumulado do ano de 2025 até novembro, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova aumentou 4,4%, impulsionado por um aumento de 1,1% dos preços dos materiais e de 8,3% dos custos de mão de obra.

O relatório do gabinete de estatísticas destaca ainda que “entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, com uma subida de cerca de 25%, e os móveis de cozinha, os artigos sanitários e elevadores, escadas e tapetes rolantes com subidas de cerca de 5%”.

Em sentido contrário, o INE refere que “destacaram-se os betumes e a chapa de aço macio e galvanizada com descidas de cerca de 10%, e os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização e os Produtos cerâmicos com descidas de cerca de 5%”.

Gráfico do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova

 

Na comparação com o mês anterior, o ICCHN apresentou uma taxa de variação mensal de 0,4% em novembro, 0,2 pontos percentuais superiores à registada em outubro, que foi puxada por um aumento de 1,1% da mão-de-obra em contraste com uma descida de 0,2% dos materiais.

No acumulado do ano de 2025 até novembro, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova aumentou 4,4%, impulsionado por um aumento de 1,1% dos preços dos materiais e de 8,3% dos custos de mão-de-obra. Estes valores refletem a continuação da pressão inflacionária sobre o setor da construção, particularmente nos custos laborais.

A tendência de subida dos custos de construção mantém-se assim consistente, com a componente de mão-de-obra a evidenciar aumentos significativamente superiores aos registados nos materiais, num contexto em que o setor enfrenta pressões de valorização salarial e escassez de trabalhadores qualificados.

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