Lince entra no capital de empresa portuguesa de maquinaria para cerâmica

Fundo de ‘private equity’ português comprou 25% da MLC – Ceramic Machinery para acelerar a expansão internacional da empresa industrial de Alcobaça. Plano é investir mais em I&D e preparar sucessão.

A sociedade de private equity Lince entrou no capital da portuguesa MLC – Ceramic Machinery, que se dedica ao fabrico de maquinaria para cerâmica. A gestora de fundos liderada por Vasco Pereira Coutinho adquiriu uma participação de 25% na empresa industrial de Alcobaça com o objetivo de acelerar a sua expansão internacional.

A operação, que se realizou através do Lince Growth Fund I, permitirá à MLC avançar com a internacionalização, reforçar o investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) para obter equipamentos mais eficientes e sustentáveis e implementar um plano de sucessão “estruturado com vista à progressiva profissionalização”.

O ECO questionou os investidores sobre detalhes desta expansão, que responderam que a estratégia é “consolidar a presença” em mercados como o Reino Unido, França, Egito, Tailândia, Colômbia e Brasil e, “em paralelo, ir gradualmente abrindo novas geografias”.

A equipa de gestão, composta por uma dupla de fundadores, manter-se-á à frente do projeto. “Este investimento valida o percurso que a MLC tem vindo a construir ao longo de mais de 25 anos e cria as condições certas para dar um novo salto de crescimento. A parceria com a Lince Capital traz não só capital, mas também visão estratégica e experiência, fundamentais para reforçar a nossa presença internacional e continuar a inovar num setor cada vez mais exigente”, afirmam os sócios cofundadores da MLC, Jorge Lopes e Jorge Capitaz.

Fundada em 1997, a MLC – Ceramic Machinery (Metalúrgica Lopes e Capitaz) tem uma unidade fabril de 10 mil metros quadrados em Cós, a norte de Alcobaça, onde trabalham mais de 70 pessoas. Em 2024, registou vendas de 7,76 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 7% em termos homólogos, de acordo com os dados consultados pelo ECO. Já os lucros mais que duplicaram para cerca de 119 mil euros, à boleia de clientes na Europa, América do Norte e América Latina.

“Identificámos na MLC uma empresa industrial sólida, com vantagens competitivas claras, uma forte capacidade de engenharia e uma equipa experiente. Este investimento está totalmente alinhado com a estratégia do Lince Growth Fund I de apoiar PME portuguesas com potencial de crescimento sustentado, promovendo a sua profissionalização e internacionalização”, comentou Lourenço Mayer, responsável de Fundos de Crescimento na Lince Capital.

Segundo a sociedade com sede em Lisboa, o investimento surge num contexto de crescimento do mercado global de equipamentos para a indústria da cerâmica, de renovação de fábricas e diversificação das aplicações da cerâmica para setores como automóvel, saúde e eletrónica. A título de exemplo, a MLC vende máquinas automáticas de enchimento de peças de cerâmica, aparelhos para preparação de vidro, linhas de estufas e secadores ou equipamentos para acabamentos ou polimentos.

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