Eurostat revê em baixa inflação da Zona Euro em dezembro para 1,9%
O serviço europeu de estatística divulgou novos dados da inflação esta segunda-feira, estimando uma taxa homóloga de 1,9% no final de 2025, em vez dos 2% avançados anteriormente.
Afinal, a taxa de inflação homóloga da Zona Euro abrandou para 1,9% em dezembro, em vez dos 2% avançados pelo Eurostat na primeira estimativa divulgada no dia 7 de janeiro.
Os novos dados publicados esta segunda-feira mostram, assim, uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais, pelo que, desta forma, a subida dos preços na área da moeda única desacelerou duas décimas face à taxa homóloga de 2,1% registada em novembro.
Evolução da taxa de inflação homóloga da Zona Euro e da UE

Por outro lado, o Eurostat confirma que a inflação subjacente, que exclui os preços da energia e dos alimentos não transformados (mais voláteis e temporários), se fixou em 2,3% no último mês do ano, 0,1 pontos percentuais abaixo do valor registado em novembro.
No conjunto da União Europeia (UE), o serviço estatístico indica que o aumento dos preços abrandou para 2,3% em dezembro, quer comparativamente aos 2,4% do mês anterior, quer em relação aos 2,7% observados um ano antes.
As taxas anuais mais baixas, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC), foram registadas no Chipre (0,1%), em França (0,7%) e em Itália (1,2%), enquanto as taxas anuais mais elevadas foram registadas na Roménia (8,6%), Eslováquia (4,1%) e na Estónia (4,0%).
Comparando com o mês de novembro, a inflação homóloga diminuiu em 18 Estados-membros, permaneceu estável em três e aumentou em seis, acrescenta o Eurostat. Portugal, em particular, inclui-se neste último grupo de países, ao ver a sua taxa de inflação medida pelo IHPC fixar-se nos 2,4% em dezembro, abaixo dos 3,1% homólogos mas acima dos 2,1% de novembro.
Taxa de inflação homóloga dos Estados-membros da UE em dezembro de 2025

Analisando o comportamento das principais componentes da inflação da Zona Euro no final de 2025, o serviço estatístico europeu destaca que o setor dos serviços teve a maior contribuição para a taxa anual, de 1,54 pontos percentuais, ao registar uma inflação homóloga de 3,4% em dezembro.
Seguiram-se as componentes dos alimentos, álcool e tabaco (+0,49 pontos percentuais), dos bens industriais não energéticos (+0,09 pontos percentuais) e da energia (-0,18 pontos percentuais), cujas taxas de inflação homóloga foram de 2,5%, 0,4% e -1,9%, respetivamente.
(Notícia atualizada pela última vez às 10h28)
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