Paulo Macedo: “Tarifas vieram para ficar. A questão é se são razoáveis”
Paulo Macedo não acredita que Europa e EUA vão entrar em rutura, mas tensões levam europeus a equacionar e americanos devem ser considerados aliados.
Paulo Macedo considera que ninguém deve ter a ilusão em relação às tarifas dos EUA. “Vieram para ficar”, comentou o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Resta é saber se “são razoáveis” porque estão a ser usadas como forma de pressão sobre os países.
“Uma das razões pelas quais as tarifas vêm para ficar é porque, designadamente, os EUA precisam de cobrir o seu deficit enorme. Portanto, as tarifas vêm para ficar”, afirmou o gestor na conferência dos 10 anos Conversa Capital, da Antena 1 e Jornal de Negócios.
“A questão é que valores e se são razoáveis ou se não são razoáveis”, prosseguiu. “Vemos as tarifas servirem para questões de reconhecimento em termos diplomáticos e não em termos económicos e também a serem utilizadas para pressionar certos países a adotar certas políticas”, explicou.
Paulo Macedo disse não acreditar que Europa e EUA vão entrar em rutura. “Não seria desejável”, afirmou. Ainda assim, as tensões entre os dois blocos levam os europeus a equacionar se os EUA podem ser considerados aliados.
“O que é que significa, por exemplo, para a Europa ter aliado ou não aliado? O que isso significa, por exemplo, em termos de reconstrução da defesa de forma isolada? Ou seja, não só em termos de rearmamento, mas em toda a parte, desde acesso a satélites, acesso a cabos, acesso a cabos submarinos, etc., ou seja, a quantidade de investimento que isso apresenta para a Europa…” salientou.
Também notou a dependência da Europa em relação aos EUA em termos tecnológicos. “Se houver uma rutura com os EUA, o que eu penso que não acontecerá e que não é desejável e que há que fazer com que não aconteça, mas, por exemplo, imaginem que em vez de não deixar exportar chips para Portugal, como já aconteceu durante algumas semanas, por exemplo, se proíbe o acesso à cloud?”, questionou.
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