Bial atinge “marco operacional” em novo medicamento para doença de Parkinson

É "um passo significativo" para o terceiro medicamento da Bial. Três em cada quatro participantes no ensaio clínico concluíram o período de tratamento com o novo composto para a doença de Parkinson.

Um ano depois de um primeiro doente completar o ensaio clínico de fase 2 – activate num novo tratamento para a doença de Parkinson (BIA 28), a Bial acaba de atingir um “marco operacional” que apresenta como “um passo significativo” para a conclusão dos testes àquele que é o composto em fase mais avançada no pipeline da farmacêutica da Trofa.

Esta terça-feira, a empresa liderada por António Portela, que está a acelerar a investigação em doenças raras com a biotecnológica Orphan, anunciou ao mercado que 75% dos participantes neste ensaio clínico – avalia a eficácia, segurança, tolerabilidade, farmacodinâmica e farmacocinética do composto – “concluíram todo o período de tratamento em dupla ocultação até à semana 78” e que espera divulgar os resultados preliminares em meados deste ano.

Notando que a farmacêutica portuguesa está “cada vez mais [próxima] da divulgação dos resultados clínicos”, o CEO diz que tem “testemunhado um entusiasmo crescente de toda a comunidade de Parkinson”, que se alarga à empresa por estar “na vanguarda de um potencial, e muito necessário, tratamento modificador da doença”.

O recrutamento para o ensaio clínico activate durou perto de 18 meses e incluiu 273 doentes em 85 centros clínicos de 11 países da Europa e da América do Norte, segundo os dados partilhados pela empresa que no ano passado investiu “vários milhões” no fundo de biotecnologia Biovance Capital e reforçou a administração com um ex-secretário de Estado de Passos Coelho.

António Portela, CEO da BialPedro Granadeiro/ECO 2 maio, 2024

Caso venha a ser bem-sucedido nas restantes fases, este novo tratamento para aquela que é a segunda doença neurodegenerativa mais comum – afeta globalmente mais de 10 milhões de pessoas – poderá ser o terceiro medicamento desenvolvido pela Bial, depois de ter lançado o Zebinix (epilepsia) em 2009 e o Ongentys (Parkinson) em 2016.

Ainda na área do Parkinson, e na sequência de um acordo de licenciamento exclusivo com a norte-americana Sumitomo Pharma America para a comercialização do medicamento para a doença de Parkinson Kynmobi na União Europeia e no Reino Unido, em abril lançou em Portugal e em Espanha esta película que os doentes já medicados colocam sob a língua sempre que a medicação principal perde efeito.

Com produtos em mais de 50 países, a empresa nortenha tem atualmente unidades de produção e de investigação e desenvolvimento (I&D) em Portugal e conta com filiais em Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália, Suíça e nos EUA. Como parte da estratégia de internacionalização, e com a marca corporativa renovada pela Ivity no verão passado, tem também várias parcerias e acordos de licenciamento a nível mundial.

Já este ano, confirmado numa comunicação à Autoridade da Concorrência, a Bial reforçou o seu stock com a aquisição do controlo sobre seis medicamentos da britânica GlaxoSmithKline para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica e da asma.

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