Isabel Guerreiro é a nova CEO do Totta e a primeira mulher a liderar um grande banco em Portugal
Aos 54 anos, Isabel Guerreiro substitui Pedro Castro e Almeida na liderança do Totta e faz história ao tornar-se na primeira mulher a comandar um grande banco em Portugal.

Isabel Guerreiro é a nova CEO do Santander Portugal (antigo Totta), substituindo Pedro Castro e Almeida, que deixa a liderança do banco português ao fim de sete anos para assumir funções na administração do gigante financeiro espanhol, segundo anunciou o grupo esta sexta-feira. Aos 54 anos, Isabel Guerreiro faz história na banca portuguesa ao tornar-se na primeira mulher no comando de uma grande instituição de crédito em Portugal.
No Santander desde 2005, Isabel Guerreiro desempenhava o cargo de vice-presidente da comissão executiva até agora, sendo responsável pela área de retalho. Em 2020, havia sido nomeada Responsável Digital da Europa do grupo com missão de liderar a agenda digital das operações europeias do Santander.
Isabel Guerreiro é licenciada em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, tem um MBA pelo INSEAD e frequentou ainda outras escolas de negócios, como Stanford, Harvard e Wharton. Começou a sua carreira na Novabase, onde foi programadora e analista de sistema.
Agora salta para a liderança do Santander Portugal a partir de 1 de março. O banco está entre os três maiores a operar no mercado nacional, juntamente com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BCP, contando com mais de 4.500 trabalhadores e um volume de negócios superior a 100 mil milhões de euros.
“Isabel é uma líder com provas dadas e amplamente respeitada, que personifica a cultura do Santander, com uma forte ambição de melhoria contínua e um elevado compromisso, ano após ano, de servir com consistência as suas equipas, clientes, acionistas e a sociedade”, afirma Ana Botín, presidente executiva do grupo espanhol, em comunicado.
Chega num momento em que a normalização das taxas de juro está a pressionar as margens dos bancos, mas o setor deverá continuar a apresentar resultados robustos. No caso do Santander Totta, o lucro caiu 6% até setembro com a margem a derrapar mais de 17%.
Recentemente, Pedro Castro e Almeida realçou que Isabel Guerreiro alia o “entendimento de tecnologia” a uma “grande experiência de banca” e aprovou a escolha de uma mulher para líder numa indústria dominada por homens. “A área financeira ainda é muito populada por homens (…) E por isso a diversidade é sempre bem-vinda”, disse.

Há alguns meses que o Santander vinha preparando a sucessão em Portugal com a possibilidade (agora confirmada) de Castro e Almeida ser nomeado Chief Risk Officer do Santander a nível global, na sequência da saída de Mahesh Aditya, que vai liderar as operações no Reino Unido.
A partir de 1 de março, o gestor português fica responsável pela gestão de risco das operações de todo o grupo, com funções de identificação, avaliação e mitigação dos riscos financeiros, estratégicos e operacionais.
Para Ana Botín, “o conhecimento profundo que o Pedro tem dos negócios do grupo e a sua abordagem disciplinada ao risco fazem dele a escolha certa para liderar a função de risco do grupo”.
Castro e Almeida junta-se a outro português no topo da hierarquia do grupo financeiro espanhol, Manuel Preto, que no verão do ano passado deixou o cargo de CFO do banco em Portugal para ser administrador de contabilidade do grupo.
(notícia atualizada às 10h51 com comunicado oficial do Santander)
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