Governo vai ter de abrir “via de entrada” de trabalhadores para reconstrução. “Imigrantes claro”, diz Marcelo
Presidente da República diz que é preciso mão-de-obra para responder às necessidades no setor da construção e defendeu uma solução especial para permitir entrada de imigrantes.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta quarta-feira que o plano de reconstrução das zonas mais afetadas pela depressão Kristin vai exigir mão-de-obra e que o Governo poderá ter de abrir “uma via de entrada de mão-de-obra” para responder a esta situação excecional.
“É preciso mão-de-obra”, reconheceu o chefe de Estado, questionado pelos jornalistas sobre os problemas reportados pelas empresas de construção. Segundo Marcelo de Sousa, “provavelmente tem de se encontrar uma solução para abrir uma via, um canal de entrada de mão-de-obra, especialmente vocacionada para este tipo de desafios“, admitindo que esta resposta será dada por “imigrantes, claro”.
O Presidente da República defendeu que esta é a forma de responder à situação e assegurar que há pessoas para as obras necessárias. “É um problema de necessidade, tem de haver mão-de-obra“, assegurou.
Com um grande número de empresas e habitações com danos acentuados causados pelo temporal, o ministro da Economia reuniu-se esta semana com o setor da construção, para garantir que há capacidade para avançar com a reconstrução nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse, após o encontro, que as empresas construtoras vão concentrar na região Centro trabalhadores que estavam noutros locais do país, para a reconstrução das zonas afetadas pelo mau tempo.
O governante reconheceu que “já há escassez de mão-de-obra na área da construção civil no país inteiro”. “Apesar disso, eu acho que todo o país se sente solidário com o que está aqui a acontecer e, portanto, as grandes empresas de construção civil que aqui estiveram hoje mostraram essa disponibilidade para trazer trabalhadores que estavam a trabalhar noutras regiões e que vão ser concentrados aqui na região Centro”, afirmou aos jornalistas Castro Almeida.
Segundo o ministro, “isso significa que alguns trabalhos vão ficar para trás, vão atrasar-se”, mas “é inevitável que assim seja”.
Com muitos projetos em andamento, as empresas do setor da construção enfrentam problemas ao nível da contratação, uma vez que faltam trabalhadores. Para driblar esta escassez grandes grupos do setor têm recorrido à mão-de-obra estrangeira.
Questionado sobre se o pacote anunciado no fim de semana pelo Executivo é suficiente para responder à tragédia provocada pelo mau tempo, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que tudo vai depender da “forma de execução” e “rapidez”.
Para o Presidente é necessário “um bom levantamento dos prejuízos; a transmissão desse levantamento funcionar; e não demorar excessivamente [a executar plano] de tal forma que o que era uma resposta dos prejuízos ou já não vai a tempo, ou deixa de fora situações”, avisou.
(Notícia atualizada)
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