Receitas da ANA voam para 1,4 mil milhões com crescimento do tráfego

Receitas da gestora dos aeroportos portugueses cresceram 9% em 2025. Juntando os restantes negócios no país, Vinci arrecadou 1,9 mil milhões em Portugal.

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  • A ANA registou um aumento de 8,7% nas receitas em 2025, alcançando 1.402 milhões de euros, impulsionado pelo crescimento do tráfego de passageiros e das receitas extra aviação.
  • As receitas extra aviação cresceram 15% para 366 milhões de euros, enquanto o EBITDA aumentou 9,7% para 951 milhões, apesar da margem ter encolhido.
  • O desempenho da ANA contribuiu para um aumento de 6% na receita da Vinci Airports, que fechou 2025 com um lucro de 1.140 milhões, refletindo um crescimento robusto.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A ANA registou um aumento de 8,7% nas receitas em 2025, para 1.402 milhões de euros, beneficiando do crescimento de 4,7% no tráfego de passageiros para 72,5 milhões, o que faz do país a maior operação da Vinci Airports. Juntando as concessões rodoviárias e a Vinci Energies, os negócios em Portugal já somam 1.900 milhões.

As contas da ANA beneficiaram do aumento da receita com taxas aeroportuárias (6,7%), mas foram as receitas extra aviação (que incluem o handling ou atividades comerciais nos aeroportos) que mais impulsionaram o negócio, ao crescerem 15% para 366 milhões de euros, segundo a apresentação das contas da Vinci divulgada esta sexta-feira. A atividade da concessionária dos aeroportos portugueses cresceu, ainda assim, a um ritmo inferior ao registado em 2024, quando aumentaram 17,7%.

Os meios libertos de exploração (EBITDA) chegaram aos 951 milhões, mais 9,7% do que no ano anterior, mas a margem encolheu 3,5 pontos percentuais para uns ainda robustos 68%. O ano passado ficou marcado por um aumento do investimento de capital de 44,6% para 152 milhões, mas a dívida cresceu apenas ligeiramente para 312 milhões. O rácio entre a dívida líquida e o EBITDA da ANA, de 0,3 vezes, é mesmo o mais baixo de todas as concessionárias de aeroportos do grupo.

O desempenho da ANA contribuiu para o aumento de 6% da receita da Vinci Airports, que está presente em 14 países, para os 4.796 milhões. A unidade fechou 2025 com um lucro de 1.140 milhões, um crescimento de 20,4%.

O grupo francês também está presente em Portugal através da Vinci Autoroutes, onde é acionista da Lusoponte, que registou um aumento de 2% no tráfego medido em milhões de km. O portefólio no país incluiu ainda a Vinci Energies, que atua nas áreas das infraestruturas de energia, indústria, gestão de instalações e tecnologias de informação. Sobre estas atividades não há dados discriminados para Portugal, mas a Vinci indica que a atividade agregada no país valeu 1,9 mil milhões de receitas em 2025.

A Vinci encerrou o exercício do ano passado com receitas de 74.599 milhões de euros, mais 4,2% do que em 2024. O resultado líquido ficou praticamente inalterado, nos 4.903 milhões, com o grupo a realçar um impacto negativo de 449 milhões do aumento do imposto sobre as empresas em França.

As ações da Vinci reagem de forma positiva aos resultados e disparam 8% para 131,90 euros cada, o melhor desempenho do índice parisiense CAC 40 esta sexta-feira.

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