Operação Marquês. Sara Leitão Moreira é a nova advogada de Sócrates
Sócrates enviou um requerimento à juíza da Operação Marquês e pediu também para que seja concedido à advogada um "prazo razoável" para estudar o processo.
José Sócrates já tem uma nova advogada de defesa no caso Operação Marquês. Segundo avança a CNN Portugal, Sara Leitão Moreira é a nova advogada do antigo primeiro-ministro. Esta informação chegou ao conhecimento dos juízes esta segunda-feira, através de um requerimento de Sócrates. O arguido pediu também para que seja agora concedido à advogada “um prazo razoável” para que estude o processo.
No final de janeiro, Sócrates confirmou a renúncia do seu advogado, culpando o tribunal pelo facto e antecipando mais recursos para defender os seus direitos. José Preto, o segundo advogado nomeado por José Sócrates para a sua defesa neste julgamento — substituiu Pedro Delille, que renunciou por desentendimentos com a juíza — foi internado com uma pneumonia no final do último ano, motivando um atraso no retomar do julgamento no início do mês e que levou Susana Seca a nomear uma advogada oficiosa para evitar mais paragens no processo.
O advogado de Sócrates acabaria por renunciar, considerando estar em causa os direitos de defesa do seu cliente, forçado a ser representado por uma advogada nomeada, cujo trabalho até ao momento o ex-primeiro-ministro critica, acusando Ana Velho de “contemporização com o que não se pode contemporizar”, ao não contestar o prazo de cinco dias que lhe foi dado para consulta do processo –– com 300 mil folhas e 400 horas de gravações — e deixando críticas a que não tenha levantado uma cópia digitalizada do processo na secretaria do tribunal.
José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo. No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.
Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo. José Sócrates e os restantes arguidos foram dispensados pelo tribunal de comparecer no julgamento, iniciado em 03 de julho de 2025, e têm estado todos ausentes das últimas sessões.
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