Obras na A1 terminam “até ao final da primeira semana de março”, diz Brisa
"Tudo faremos para ser os mais céleres possíveis”, disse Manuel Melo Ramos, administrador do grupo Brisa. Concessionária propõe abertura inicial ao trânsito no sentido sul-norte.
A Brisa informou esta quarta-feira que as obras no troço da A1, que ruiu devido ao colapso do dique do rio Mondego, deverão ficar concluídas na primeira semana de março, mas não se compromete com a data de abertura total da autoestrada ao trânsito nos dois sentidos.
“A nossa estimativa é que a obra esteja totalmente concluída até ao final da primeira semana de março. É com esse plano de trabalhos que estamos a trabalhar. Tudo faremos para ser os mais céleres possíveis”, disse Manuel Melo Ramos, administrador do grupo Brisa, em declarações aos meios de comunicação social.
O presidente da Brisa Concessão Rodoviária adiantou ainda que a empresa enviou uma proposta às “autoridades competentes”, que se encontra em análise, para uma solução de reabertura inicial da A1 ao trânsito apenas num sentido. O cenário em cima da mesa permitia aos condutores utilizarem a plataforma sul-norte, mas requer aprovações ou vistorias do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
“Acreditamos que, nos próximos dias, estaremos em condições de ter o tráfego a circular na plataforma sul-norte. Naturalmente, será de forma condicionada. Será em meia autoestrada que teremos o tráfego a circular em dois sentidos”, explicou Manuel Melo Ramos aos jornalistas.
O CEO da concessionária informou ainda que a fase seguinte das obras arrancou esta quarta-feira, nomeadamente a reparação do aterro norte-sul e a pavimentação, com a adjudicação do contrato ao mesmo empreiteiro. O contrato para esta nova etapa ficou com a mesma empresa “atenta a urgência desta obra” e permite reduzir entre uma a duas semanas o prazo inicialmente previsto de conclusão da intervenção, segundo Manuel Melo Ramos.
Questionado sobre a prevenção e o custo da reparação, o CEO da Brisa Concessão Rodoviária lembrou que o grupo investe cerca de 60 milhões de euros por ano em manutenção e, há cerca de dois anos, investiu quase cinco milhões de euros em obras nos viadutos sobre o rio Mondego. “O valor destas obras ficará seguramente abaixo”, prevê o gestor.
No passado dia 11 de fevereiro, a plataforma da autoestrada A1, ao quilómetro 191, perto de Coimbra, colapsou na sequência do rebentamento do dique do rio Mondego, que provocou a escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto.
A Brisa caracteriza este abatimento da estrada como um “evento excecional” e externo à empresa. “As águas a uma velocidade fortíssima, de mais de 2.100 metros cúbicos por segundo, oriundas da rutura do dique, em jato, acabaram por embater no muro que protegia o aterro, perfurá-lo e depois encaminhar-se para debaixo da plataforma norte-sul”, justificou Manuel Melo Ramos, que falou à comunicação social junto no local da obra.
Este fim de semana ficaram concluídas as obras de proteção do aterro (enrocamento exterior) e de estabilização da laje de transição na plataforma sul-norte. Ou seja, o reforço do talude e a solidez da zona de ligação entre diferentes partes da estrada. Se o calendário da Brisa se confirmar, “a reconstrução da plataforma estará concluída em 10 dias e a reposição total da circulação deverá acontecer num prazo previsivelmente pouco superior a 20 dias após o incidente”.
Notícia atualizada às 17h00
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