Onde, quando, porquê e de que forma investir?
A literacia financeira assume, hoje, uma relevância incontornável, e corresponde à capacidade de compreender conceitos e princípios de natureza financeira.
Não é possível determinar com exatidão o momento em que cada pessoa se depara com a questão: “O que devo fazer com este montante? Como o devo rentabilizar?”
A literacia financeira assume, hoje, uma relevância incontornável, e corresponde à capacidade de compreender conceitos e princípios de natureza financeira, traduzindo-se numa aptidão para tomar decisões informadas e ponderadas de pendor financeiro
Quando a referida questão surge encontra-se inevitavelmente ligada ao nível de literacia financeira de cada indivíduo, isto é, à sua capacidade de entender os diversos tipos de investimento disponíveis no mercado e de avaliar as diferentes conceções de “rentabilidade”, seja na aceção de yield (medida utilizada para avaliar o desempenho financeiro de um investimento), seja de return on investment – ROI, (rácio que mede a rentabilidade de um investimento através da comparação entre ganho ou perda e o custo do investimento).
Neste vasto universo coexistem instrumentos de natureza e risco muito distintos, desde os voláteis criptoativos até aos mais conservadores certificados de aforro.
Os criptoativos, embora inicialmente marcados pela volatilidade e pela incerteza regulatória, encontram-se hoje num quadro jurídico mais estável, em resultado da entrada em vigor do Regulamento MiCA, e, no plano nacional, da Proposta de Lei n.º 32/XVII/1.ª, que visam reforçar a proteção dos investidores, e asseguraram uma maior transparência neste segmento de mercado.
Num expoente certamente oposto situa-se o investimento em certificados de aforro, preferidos habitualmente por investidores de perfil mais conservador, com uma maior aversão ao risco e uma procura por rentabilidades mais “modestas”.
Entre estes dois extremos encontra-se o equilíbrio, “no meio do mercado está a virtude”, hoje particularmente visível na crescente preferência dos investidores nacionais pelos Organismos de Investimento Coletivo (OIC), em especial pelos OIC de Valores Mobiliários (OICVM).
Estes instrumentos, cuja carteira é composta por uma diversificada gama de ativos, proporcionam um portfólio equilibrado e uma gestão profissional das aplicações. Os denominados fundos mistos, que combinam maioritariamente instrumentos de capital (ações) e de dívida (obrigações), consolidam-se, assim, como uma solução de investimento intermédia e equilibrada.
Assim, ao contrário do que sucede com os depósitos a prazo, cujas taxas de juros rondam em média a casa dos 1,63%, sendo inferior à atual taxa de inflação, os fundos mistos apresentam um maior potencial de valorização a médio e longo prazo, sem incorrer em riscos excessivamente elevados.
Acresce que a vantagem dos OICs, independentemente da sua tipologia, reside também na amplitude e diversidade de oferta atualmente disponível no mercado nacional, capaz de acomodar diferentes perfis de investidor, em função de critérios como os níveis de risco, horizontes temporais, rentabilidade, liquidez para investimento.
Mais do que identificar o produto com o maior potencial de rentabilidade, importa promover uma decisão de investimento consciente, sustentada no conhecimento dos riscos adstritos a cada tipologia de ativo. O reforço da literacia financeira, o acesso a informação transparente e o recurso a entidades qualificadas que possam prestar apoio técnico e jurídico especializado são, por isso, determinantes para que cada investidor possa alinhar as suas escolhas com o seu perfil e horizonte temporal.
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