Moscovici: “Europa pode morrer”

A subida do populismo na Europa deve fazer soar as campainhas de alarme. Para o comissário europeu dos Assuntos Económicos a Europa corre o risco de "desaparecer lentamente ou talvez morrer".

Pierre Moscovici faz soar as campainhas de alarme: é preciso travar a subida do populismo sob pena da “Europa desaparecer lentamente ou talvez morrer”.

Numa entrevista ao Les Echos, o comissário europeu dos Assuntos Económicos defende que é necessário agir em três frentes para “combater o populismo”: reforçar a segurança, nomeadamente através da “criação de um corpo de guarda costeira”; repensar a liberdade de circulação, modernizando os acordos comerciais para incorporarem as preocupações ambientais, sociais, culturais e, finalmente, “acionar os motores do nosso crescimento”. Moscovici defende “um patriotismo europeu, não um protecionismo”.

No livro que lançou, o comissário europeu fala de um pesadelo em que Marine Le Pen era eleita Presidente da República. Apesar de não acreditar que esse cenário se venha a concretizar, Pierre Moscovici sublinhou que seria um choque se a líder da Frente Nacional obtivesse 30 a 40% dos votos.

Moscovici defendeu ainda “um Orçamento da zona euro”, “um ministro das Finanças da zona euro que seja comissário europeu”, “um Tesouro europeu que possa emitir dívida” e ainda “reforçar o mecanismo europeu de estabilidade”, que, um dia, poderia vir a ser uma espécie de fundo monetário europeu”. “A zona euro continua a ser um ponto de interrogação”, disse. “Há uma ligação muito forte dos europeus ao euro. Mas eles esperam mais. E os políticos devem ter consciência disso”, conclui.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moscovici: “Europa pode morrer”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião