Banco BIC sai do BPI

O Banco BIC vendeu a posição de 1,9% que detinha no BPI no âmbito da OPA lançada pelo CaixaBank.

O Banco BIC vendeu a posição que detinha no BPI no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank.

O banco que têm em Isabel dos Santos a maior acionista e que detinha 1,9% do capital do banco liderado por Fernando Ulrich afasta-se assim do BPI. Uma decisão que já era esperada depois de saber que a Santoro de Isabel dos Santos tinha também optado por vender a sua posição no BPI.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BIC anuncia que “em virtude da transmissão ocorrida no âmbito da oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank, cujos resultados foram anunciados a 8 de fevereiro de 2017, o banco BIC alienou 27.646.900 ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, representativas e 1,90% do capital social e dos direitos de voto do BPI“.

"em virtude da transmissão ocorrida no âmbito da oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank, cujos resultados foram anunciados a 8 de fevereiro de 2017, o banco BIC alienou 27.646.900 ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, representativas e 1,90% do capital social e dos direitos de voto do BPI”

Banco BIC

Banco BIC

Em resultado desta alienação, o Banco BIC deixou em absoluto nessa data de ser titular de ações representativas do capital social do BPI”, pode ler-se ainda no mesmo comunicado.

O Banco BIC refere ainda que em resultado da transação “deixou de haver direitos de voto inerentes a ações representativas do capital social do Banco BPI, que sejam imputáveis, nos termos do artigo 20º do código dos valores mobiliários, ao banco BIC”

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco BIC sai do BPI

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião