Tombo de 5% da Jerónimo Martins arrasta PSI-20

O PSI-20 perdeu mais de 0,5% naquele que foi o pior registo a nível europeu. Um deslize para o qual contribuiu a dona do Pingo Doce, depois de esta ter anunciado resultados aquém do esperado.

A bolsa nacional fechou em terreno negativo, protagonizando o pior registo a nível europeu, penalizada pelo peso pesado Jerónimo Martins. As ações da retalhista tombaram mais de 5%, depois da empresa dona do Pingo doce ter apresentado resultados abaixo do esperado.

Ações da Jerónimo Martins com forte queda

O PSI-20 recuou 0,74%, para os 4.634,31 pontos, somando a segunda sessão consecutiva de perdas, com o deslize da Jerónimo Martins a marcar o ritmo na praça lisboeta. As ações da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos tombaram 5,37%, para os 15,33 euros, naquele que é o pior registo diário desde junho do ano passado. O título fechou ainda em mínimos do início do ano, depois de a Jerónimo Martins ter anunciado resultados abaixo da expectativa do mercado. Esta quarta-feira, a retalhista divulgou lucros de 593 milhões de euros relativos a 2016, resultado que representa um aumento de 78% face ao ano anterior, mas que fica aquém das expectativas dos analistas, que antecipavam lucros superiores a 600 milhões.

Mas houve outros títulos do índice nacional que também pesaram no sentimento negativo do índice bolsista nacional. Foi o que aconteceu com o BCP, cujas ações fecharam com uma desvalorização de 2,29% até aos 14,95 cêntimos, mas também a EDP Renováveis cujos títulos resvalaram 0,98%, para os 6,24 euros.

A contrabalançar o sentimento negativo que se assistiu esta quinta-feira no PSI-20 estiveram as restantes energéticas Galp Energia e EDP. Os respetivos títulos somaram 1,47% e 0,14%, respetivamente, para os 13,78 e 2,90 euros. A petrolífera acompanhou assim a acentuada subida das cotações do petróleo nos mercados internacionais: acima de 1%. Já a EDP conseguiu sobressair pela positiva, apesar de a EDP Brasil ter anunciado uma quebra de 90% nos seus lucros relativos ao último trimestre do ano passado.

Fora do PSI-20, destaque para a Cimpor, cujas ações dispararam mais de 15%, para os 41,1 cêntimos, depois de terem chegado a valorizar acima de 30%. Este avanço acontece depois de o Alphavalue ter melhorado as estimativas do título, prevendo um potencial de valorização de 100%.

A nível europeu, os principais índices bolsistas também registaram perdas, mas menos avultadas. O Europe Stoxx 600 desvalorizou 0,14%, para os 372,85 pontos, com os resultados positivos de empresas como a Telefónica e da Bouygues a compensarem o efeito negativo exercido pela banca e pelas empresas do setor das matérias-primas.

(Notícia atualizada às 15h:05 com mais informação)

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