Meo quer metade do país com rede 4G+ até ao final do ano
A PT/Meo quer acabar o ano com metade do território nacional coberto com rede móvel 4G+, que permite downloads quase instantâneos.

A Meo tem planos para deixar metade do país coberto com rede 4G+ até ao final deste ano. Não sabe o que é? Trata-se de uma evolução do 4G que permite velocidades de download próximas de 1 Gbps — por outras palavras, torna possível, em teoria, descarregar um vídeo com alta definição em oito segundos ou um filme de 15 GB em apenas dois minutos. A informação foi avançada esta terça-feira por Michel Combes, presidente executivo da Altice, numa conferência de imprensa no Web Summit.
No ano passado, a PT/Meo, detida pela Altice, já tinha testado aquilo a que chamou de “tecnologia 4,5G”. Hoje, esta é já uma tecnologia comercial, designada LTE Advanced ou 4G+ — lê-se 4G Plus. De acordo com Alexandre Fonseca, o diretor de tecnologia da empresa, a rede está já disponível ao público em cidades como Lisboa, Porto e Caldas da Rainha.
O objetivo, segundo Michel Combes, é ter 50% do território nacional coberto por esta nova rede até final de 2017. “Claramente, queremos pôr Portugal na linha da frente. Para isso, estamos a ir até ao limite do 4G com o 4G+. Estamos a agregar transmissores para atingir velocidades superiores. O objetivo é cobrir 50% do país”, disse o líder executivo a nível internacional do grupo Altice.
"Estamos a ir até ao limite do 4G com o 4G+. O objetivo é cobrir 50% do país.”
Portugal não é, de longe, o único país a apostar nesta nova tecnologia. Mercados como os Estados Unidos e o Japão já têm cobertura de LTE Advanced desde 2010, enquanto a Suécia e a Noruega foram os verdadeiros pioneiros, logo em 2009. No entanto, implica investimento por parte das operadoras e é visto como um passo necessário para acelerar a chegada do 5G, a verdadeira rede de nova geração pela qual todos esperam. Além disso, a PT/Meo não é a única operadora em Portugal a dar passos neste campo. A Vodafone, em parceria com a Ericsson, já está a trabalhar no desenvolvimento do 5G e é expectável que a Nos também esteja a olhar atentamente para este tema.
Aliás, o 5G está no centro da agenda tecnológica europeia, sobretudo no que toca ao projeto do mercado único digital. Bruxelas quer que as primeiras coberturas desta rede cheguem já no final da década, em 2020 — uma meta que estará já a provocar algum nervosismo nas empresas do setor. A tecnologia é vista ainda como essencial para uma sociedade em que os carros autónomos e a internet das coisas sejam verdadeiramente uma realidade.
Para já, e apesar de já estar disponível em Portugal, nem todos podem aceder à rede 4G+ da Meo. Para tal, é necessário ter um dispositivo que suporte essa tecnologia e só recentemente é que chegaram ao mercado os primeiros telemóveis capazes de o fazer. Por exemplo, entre os iPhones, apenas a gama lançada este ano (8, 8 Plus e X) suportam as velocidades atingíveis com o LTE Advanced. Mas não são os únicos: as novas gamas da Samsung e da Huawei também já têm esta funcionalidade.
Além do mais, apesar de a meta de velocidade ser de 1 Gbps (1.000 Mbps), estes são apenas valores teóricos. Segundo Alexandre Fonseca, no Web Summit a PT/Meo foi capaz de bater velocidades de pelo menos 700 Mbps até um máximo de 900 Mbps. De qualquer forma, é bem mais rápido do que a fibra ótica.
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