Cabify corta na tarifa mínima. Preço das viagens cai 15%

Viajar com a Cabify ficou mais barato, pelo menos em teoria. A empresa reduziu a tarifa mínima e tornou o serviço, em média, 15% mais barato. Mas as tarifas dinâmicas vieram para ficar.

A Cabify, a principal concorrente da Uber em Portugal, vai entrar em 2018 com preços mais baixos, anunciou a empresa esta quinta-feira numa mensagem enviada aos clientes. Em média, as viagens nas cidades de Lisboa e Porto serão “15% mais económicas”, garante a plataforma de transporte.

Ao contrário da Uber, que usa o tempo da viagem como fator principal de definição do preço, a Cabify cobra as viagens ao quilómetro. Com esta atualização de preços, a Cabify está, entre outras coisas, a reduzir a tarifa mínima (uma espécie de “bandeirada”, como nos táxis) de 3,50 euros para 3,00 euros, apurou o ECO. “Reduzimos os custos de mobilidade sem diminuir a qualidade do nosso serviço”, assegura a companhia. A empresa eliminou também, por completo, a taxa base do serviço, que era de 50 cêntimos até aqui.

A Cabify dá dois exemplos: um percurso de nove quilómetros, até esta semana, ficaria a 10,85 euros. Com a atualização dos preços, o valor cobrado ao cliente será agora de 9,79 euros. No caso de uma viagem de 15 quilómetros, o preço a pagar seria 17,49 euros, mas agora é de 14,84 euros. Ao que o ECO apurou, no caso das viagens mais longas, fora dos centros urbanos, a redução de preços poderá atingir, em média, os 20%.

De recordar que, nestas equações, não entra o fator das tarifas dinâmicas, uma modalidade que sempre existiu na Uber e que a Cabify também veio a adotar já no final deste ano. “A Cabify calcula o preço da sua viagem apenas em função da distância percorrida (quilómetro). Em momentos pontuais e em determinadas zonas da cidade, por forma a ativar um maior número de motoristas, poderá ser aplicado um suplemento por alta procura”, lê-se na mensagem enviada aos clientes.

A Cabify é uma das plataformas de transporte a operar em Lisboa. Em Portugal, este tipo de serviços está a aguardar a aprovação de regulamentação por parte da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas no Parlamento. O dossiê tem-se arrastado por vários meses e é um dos temas quentes no setor dos transportes em Portugal.

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