Chegou o smartphone que se dobra da Samsung. Preço começa em 2.000 dólares

A Samsung apresentou o tão aguardado smartphone dobrável, o Galaxy Fold, que conta com dois ecrãs e um deles tem mais de sete polegadas. O preço? Começa em 2.000 dólares.

As primeiras imagens do Galaxy Fold, o novo smartphone dobrável da Samsung.Samsung, via CNet

A Samsung prometeu e cumpriu. A marca sul-coreana apresentou esta quarta-feira o Galaxy Fold, um smartphone dobrável que conta com um ecrã de 4,6 polegadas enquanto está dobrado na parte da frente, mas que pode ser desdobrado, dando lugar a um ecrã maior, com 7,3 polegadas e capacidade para três aplicações a correr em simultâneo. O aparelho chega ao mercado a 3 de maio, com um preço a começar em… 2.000 dólares.

Este conceito pioneiro tem sido amplamente antecipado pela imprensa especializada. Ainda assim, o Galaxy Fold é uma aposta arriscada da Samsung, e a própria marca reconhece isso mesmo. Como explicou o presidente executivo da Samsung Electronics, DongJin Koh, este lançamento é um piscar de olho aos críticos que têm dito que já tudo foi inventado no que toca a smartphones. “Tenham uma mente aberta e preparem-se para a nova era do mobile“, rematou o gestor.

O preço do Galaxy Fold também vai ser um teste ao apetite do mercado pelos telemóveis mais caros. Para comparação, o Apple iPhone Xs Max, o modelo mais caro da principal marca concorrente, tem um preço que começa em 1.279 euros. Mas a comparação não é totalmente justa, uma vez que (ainda?) não há um modelo concorrente na mesma linha deste novo flagship da Samsung.

Para quê um telemóvel dobrável?

Imagine que está a deslizar pelo seu feed no Facebook e encontra um vídeo interessante. O vídeo começa a ser reproduzido no ecrã principal do Galaxy Fold. Mas se precisa de um pouco mais de detalhe e de espaço, basta abrir o telemóvel ao meio. O aparelho transforma-se, de forma praticamente instantânea, num pequeno tablet.

O segredo está num novo tipo de dobradiças muito avançadas que a Samsung promete serem duradouras e impercetíveis, dando a sensação de que é o próprio aparelho que se vinca ao centro. Outra peça-chave é a continuidade: ao abrir o Galaxy Fold, a imagem passa automaticamente para o ecrã maior, sem quaisquer pausas. Pelo menos segundo a demonstração feita em palco.

“O tamanho dos nossos ecrãs continua limitado ao tamanho dos nossos dispositivos… até agora”, disse um responsável da empresa, durante a apresentação do dispositivo, que decorre simultaneamente em São Francisco (EUA) e Londres (Reino Unido). Apesar da novidade, o mercado português não vai receber este modelo, pelo menos nesta fase de lançamento.

A Samsung apresentou novidades esta quarta-feira em São Francisco e em Londres.Flávio Nunes/ECO

Novo Galaxy S10 faz mira ao 5G

A Samsung também anunciou um novo topo de gama que garantiu suportar velocidades de ligação à internet mais rápidas, a que chamou de Galaxy S10 5G. Não ficou totalmente claro se o novo modelo vai permitir suportar verdadeiramente a quinta geração de redes móveis, ou se apenas tenta alavancar através do nome comercial toda a exposição em torno do 5G.

Contudo, a Samsung garante que quando o 5G começar a ser lançado pelas principais operadoras mundiais “no final deste ano”, o Galaxy S10 5G vai ser capaz de se ligar a elas. Quanto às especificidades, o destaque vai para o ecrã OLED sem margens, com uma diagonal de 6,7 polegadas. É o maior ecrã já instalado pela Samsung num telemóvel.

Mas não foi só namoriscar com o 5G. A tecnológica também anunciou dois novos telemóveis de gama alta mais focados nos consumidores comuns, os Galaxy S10 e Galaxy S10+, que também assinalam os dez anos da série de modelos da Galaxy da empresa. É a atualização anual à gama Galaxy S, com algumas novidades como o sensor de impressões digitais e câmara frontal integrados no ecrã. Estes modelos são a aposta da marca para concorrer com a mais recente gama de iPhones da Apple. Há ainda uma quarta versão do modelo, mais acessível, que é o S10e.

Quanto a preços, em Portugal, o Galaxy S10e custa 779,90 euros. Já o S10 começa em 929,90 euros e o S10+ em 1029,90 euros. Estes três modelos chegam às lojas já no próximo dia 8 de março. Quanto ao modelo 5G, chega na primavera em alguns mercados — mas, por enquanto, não em Portugal. O preço não foi revelado.

Tal como o Galaxy Fold, o novo Galaxy S10 5G não vai estar disponível em Portugal.Flávio Nunes/ECO

Air Pods? Não, são os Galaxy Buds

Mas nem tudo são telemóveis no novo universo da Samsung. A empresa apresentou os Galaxy Buds, um conjunto de auscultadores sem fios que vão ser uma alternativa no mercado aos Air Pods da Apple — com um formato diferente. Os novos auscultadores chegam a 29 de março e custam 149 dólares.

Além deste gadget, a nova gama da Samsung também vai contar com um relógio inteligente, o Galaxy Watch Active. E ainda com uma banda desportiva, a Galaxy Fit.

O ECO viajou para Londres a convite da Samsung Portugal.

(Notícia atualizada pela última vez às 20h53 com os preços dos modelos S10e, S10 e S10+ em Portugal)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Chegou o smartphone que se dobra da Samsung. Preço começa em 2.000 dólares

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião