Investidores aplaudem nova estratégia de Mexia. Ações da EDP sobem mais de 1%

Elétrica atualizou esta manhã o seu plano estratégico até 2022. Vai aumentar a porção dos lucros a dar aos acionistas. E anunciou um ambicioso plano de investimentos no valor de 12 mil milhões.

Depois de um arranque em “falso”, as ações da EDP inverteram para terreno muito positivo, estando já a negociar em máximos de seis meses, isto depois de António Mexia ter anunciado em Londres que pretende aumentar a porção dos lucros a distribuir pelos acionistas até 2022, ao mesmo tempo que tenta imprimir um ambicioso plano de investimentos no valor de 12 mil milhões de euros, com especial foco nas renováveis.

As ações da elétrica portuguesa, que estiveram a cair mais de 1% no início do dia, estão agora a subir 1,25% para 3,31 euros, cinco cêntimos acima da contrapartida oferecida pelos chineses da China Three Gorges na Oferta Pública de Aquisição (OPA) no valor de 3,26 euros.

Também os títulos da EDP Renováveis somam 0,58% para 8,675 euros — bem acima dos 7,33 euros que o grupo chinês apresentou como contrapartida para ficar com a empresa de energias limpas há quase um ano.

A EDP apresentou esta terça-feira ao mercado a aguardada atualização do plano estratégico até 2022, depois de ter terminado 2018 com o lucro mais baixo da década, pouco acima dos 500 milhões de euros. Esta atualização vista pelo mercado como uma resposta da administração de António Mexia à OPA chinesa e simultaneamente aos americanos do fundo Elliot Management, de Paul Singer, que querem mudanças no seio da utility nacional.

Do ponto de vista do investidor, a nova estratégia traz um reforço dos dividendos a distribuir pelos acionistas. É intenção de António Mexia que o dividendo não baixe dos 19 cêntimos por ação nos próximos anos, como vai distribuir este ano, mas isto vai significar um aumento do payout (parte dos lucros que são distribuídos pelos acionistas) para um intervalo entre 75% e 85%, dez pontos percentuais acima do anterior objetivo. Até 2022 quer distribuir três mil milhões de euros em dividendos.

Para esta política de dividendos que a EDP considera “atrativa”, além da diminuição da dívida e do crescimento do negócio, a elétrica pretende financiar-se também através de uma “otimização do portefólio”. A rotação de ativos poderá gerar mais de quatro mil milhões de euros e as alienações poderão levar a um encaixe de dois mil milhões de euros, com redução do mercado ibérico.

Em contrapartida, haverá um reforço do investimento nas energias renováveis. O capex (investimento em bens de capital) previsto até 2022 é de cerca de 12 mil milhões de euros, com foco nos EUA, Canadá e Europa. No setor das renováveis o investimento deverá ascender a sete mil milhões de euros.

EDP em máximos de seis meses

(Notícia atualizada às 11h08)

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