Mexia descarta fusão de ativos da EDP no Brasil. É “especulação”

  • ECO
  • 5 Junho 2019

O presidente da EDP garantiu que não há conversações em curso para a fusão de ativos da EDP no Brasil com a China Three Gorges.

O presidente da EDP garantiu no Parlamento que “não há nenhuma conversa” com a China Three Gorges (CTG) para uma eventual fusão de ativos que a elétrica portuguesa detém no Brasil. A informação tinha sido avançada pela Bloomberg na terça-feira, mas trata-se de “especulação”, disse António Mexia aos deputados.

“Acho que a nossa posição foi muito clara: não há nenhuma conversa sobre esse assunto. Portanto, não temos nada a dizer porque isto tudo resulta, aliás, muitas vezes de especulação”, afirmou o gestor, citado pelo Jornal de Negócios (acesso condicionado). Mexia está a ser ouvido esta quarta-feira pelos deputados acerca do projeto da barragem do Fridão.

A Bloomberg noticiou na terça-feira que os chineses da CTG, maior acionista da EDP, tencionam fundir os ativos da EDP no Brasil com os que já detém no mesmo país. Segundo a agência, se o negócio avançar, a nova empresa que resulte da fusão poderá ser controlada pela CTG. A notícia indica que as negociações estarão ainda numa fase inicial.

Como escreveu o ECO, a EDP é acionista maioritária (com 51% do capital) da EDP Brasil e a hipótese de uma fusão dos negócios brasileiros já tinha sido levantada pela Reuters. O acionista ativista Paul Singer, do fundo Elliott — que entrou no capital da EDP em novembro do ano passado e manifestou-se pela primeira vez em fevereiro — defendeu a venda do negócio brasileiro, dizendo que poderia render 2,3 mil milhões de euros. A EDP Brasil acumula uma valorização de 33% em bolsa brasileira desde o início do ano.

(Notícia atualizada às 12h59 com mais informações)

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