EDP espera por dezembro para decidir descida no preço da luz

A EDP Comercial vai aguardar pela publicação da tarifa regulada final em dezembro antes de fechar os preços da luz para o próximo ano no mercado livre.

A EDP Comercial vai aguardar pela divulgação da tarifa definitiva para o mercado regulado de energia antes de anunciar eventuais mexidas na tarifa praticada no mercado livre.

À margem da Portugal Mobi Summit 2019, a presidente executiva da EDP Comercial evitou comprometer-se já com mudanças. “Aquilo que saiu ainda é algo preliminar e transitório. Vamos aguardar por o que serão as tarifas que saem no final do ano”, apontou.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs a 15 de outubro uma descida da tarifa regulada de eletricidade a vigorar em 2020 na ordem de 0,4%, um valor que só vai ser confirmado — ou revisto — a 15 de dezembro. Segundo cálculos da entidade liderada por Cristina Portugal, trata-se de uma descida de 18 cêntimos numa fatura média mensal de 43,9 euros, um valor que serve de referência para o mercado liberalizado.

“Naturalmente nas componentes reguladas iremos sempre cumprir com aquilo que são as indicações do regulador. Mas deem-nos mais dois meses para podermos finalizar a estratégia de pricing [para o mercado liberalizado] para o próximo ano”, apontou Vera Pinto Pereira.

A EDP Comercial não é a única a esperar pelo fim do ano para conhecer as tarifas finais do mercado regulado, que são benchmark para o mercado livre. Contactadas pelo ECO, as concorrentes Endesa e Iberdrola também não quiseram avançar já com novidades acerca dos preços para o próximo ano.

A Galp Energia GALP 0,11% também está “a avaliar as condições de mercado para decidir a atualização das suas ofertas para o próximo ano”. Na componente regulada, naturalmente “vão refletir a variação que vier a ser aprovada”.

A Goldenergy diz que conta refletir no mercado livre a eventual descida dos preços. “A Goldenergy pratica os preços mais concorrenciais no mercado, pelo que obviamente nas tarifas a praticar em 2020 no mercado liberalizado onde estamos presentes, teremos em conta a proposta tarifária da ERSE para o mercado regulado para continuarmos a ser a empresa com o preço mais concorrencial”, disse fonte oficial da companhia.

EDP Comercial “gostava de ter concorrentes fortes”

A 10 de outubro, a ERSE atualizou as quotas de mercado das comercializadoras de energia. A EDP Comercial manteve-se como o principal operador, mas voltou a perder share para a concorrência. Em agosto deste ano, a quota de clientes diminuiu 0,2 pontos percentuais, uma tendência que se arrasta há um ano.

Confrontada com esta tendência, Vera Pinto Pereira foi perentória: “Não estou nada preocupada”, afirmou ao ECO, garantindo que vê “sempre” a concorrência como “um sinal positivo para o setor”.

“Aquilo que tenho dito sempre é que vejo a concorrência com enorme entusiasmo. Acredito que a concorrência no mercado é saudável. Quero, e gostava de ter, de facto, concorrentes fortes. E que juntos possamos, nesse sentido, contribuir para um mercado de energia elétrica todo ele mais robusto, mais inovador, onde nos possamos desafiar uns aos outros a dar esses passos na inovação, no lançamento de novos serviços”, sublinhou.

Questionada sobre se a empresa do grupo EDP EDP 2,16% tem algum plano para inverter a tendência de perda de mercado, Vera Pinto Pereira disse apenas que o plano é “servir os clientes com os produtos mais avançados do mercado”. “Esse é o meu plano e o meu foco”, reiterou.

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