Ministério Público acusa ex-diretora de IPSS do Montijo de fraude e abuso de confiança

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

O MP acusou dois arguidos, entre os quais a diretora de IPSS do Montijo por abuso de confiança qualificado, fraude qualificada contra a segurança social, falsificação e branqueamento de capitais.

O Ministério Público acusou dois arguidos, entre os quais a diretora de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) do Montijo por abuso de confiança qualificado, fraude qualificada contra a segurança social, falsificação e branqueamento de capitais.

Segundo a nota do MP, colocada na sua página na Internet, há fortes indícios de que durante 10 anos (2002-2012) os arguidos aproveitaram o facto de uma deles ter sido diretora-geral de uma IPSS sem fins lucrativos e presidente do conselho de administração da mesma para obter regalias através de aumentos salariais crescentes.

O Correio da Manhã noticia que os arguidos eram um casal e que a IPSS em causa é a Associação Mutualista Nossa Senhora da Conceição, no Montijo, tendo ambos sido detidos em dezembro de 2016.

Os dois arguidos, beneficiaram, segundo a acusação, do inflacionamento, não real, do número de utentes que comunicaram à Segurança Social, tendo por isso conseguido um aumento indevido da prestação social paga pelo Estado, que usaram em proveito próprio.

Ambos os arguidos engendraram um plano para conseguirem a transferência de dinheiro fraudulenta da IPSS para as suas contas bancárias, que gastaram, prejudicando a instituição.

Na acusação, o MP requereu também que quase 639 mil euros fossem declarados perdidos a favor do Estado.

O inquérito foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Montijo.

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Pilotos acusam TAP de gerir voos com prejuízos

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

SPAC alerta que o “abandono destes voos por parte da TAP” está a causar “prejuízo evidente” para a empresa, “com a consequente perda de receitas, aproveitamento de aeronaves e tripulações.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) disse esta terça-feira estar preocupado com os critérios de gestão dos voos da TAP, que acusa de causar prejuízos à empresa, por não rentabilizar voos que historicamente têm taxas de ocupação altas.

“O SPAC vem demonstrar a sua preocupação pelo facto de voos para destinos que historicamente sempre foram operados pela TAP com taxas de ocupação elevadas e com várias frequências diárias, não estarem a ser rentabilizados devidamente, apesar de haver procura, numa altura em que a TAP está necessitada de mercado para recuperar da crise”, manifestou o sindicato, em comunicado, referindo-se a destinos onde existem comunidades de emigrantes.

De acordo com os representantes dos pilotos, o “abandono destes voos por parte da TAP” está a causar “prejuízo evidente” para a empresa, “com a consequente perda de receitas, aproveitamento de aeronaves e tripulações que se encontram imobilizadas, sobretudo agora que a empresa já não se encontra ao abrigo do lay-off.

O sindicato sublinhou que aquelas receitas são “vitais” para a companhia aérea, numa altura em que se prevê despedimento de milhares de trabalhadores, devido à situação económica difícil em que a TAP se encontra. “Não encontra o SPAC justificação para esta política comercial uma vez que existe neste momento mercado de passageiros interessados nestes voos”, lê-se na mesma nota.

Segundo o sindicato dos pilotos, área de atividade onde se prevê o despedimento de 500 profissionais, outras companhias aéreas, como a KLM, a Lufthansa, a Swiss ou a easyJet, estão a aproveitar o facto de a TAP não estar a operar aqueles voos com várias frequências diárias. “Estas companhias estão a operar, por exemplo, a partir da cidade do Porto com aeronaves de elevada capacidade, tendo por vezes recorrido a aviões de longo curso para satisfazer a procura crescente por parte de passageiros”, apontou o SPAC.

Neste sentido, o sindicato considerou a gestão de voos da TAP “incompreensível” do ponto de vista comercial e económico. “Esta política comercial e de gestão, com cancelamentos sucessivos de voos, vem induzir nos passageiros, mesmo os frequentes, incerteza na hora de reservarem o seu voo levando-os a optarem por outras companhias com uma política comercial consistente”, acrescentou.

O sindicato deu ainda conta de que, no dia 19 de dezembro, só as companhias aéreas Swiss e easyJet realizaram 12 voos do Porto para Zurique e Genebra, na Suíça, onde existe uma comunidade significativa de emigrantes portugueses, “na sua maioria com elevadas taxas de ocupação”.

Segundo o SPAC, a Swiss teve mesmo de recorrer a aeronaves Boeing 777 e Airbus 340-300, de grande capacidade, para responder à elevada procura por parte das comunidades portuguesas na época natalícia.

“Estes voos de Zurique para o Porto transportaram respetivamente, 334 e 308 passageiros e o voo com menor número de passageiros, foi efetuado pela easyJet com 155 passageiros”, apontou o sindicato, ao passo que a TAP “não realizou um único voo entre o Porto e Zurique, não obstante a elevada procura evidenciada, mantendo em terra os seus aviões, assim como os seus pilotos e demais tripulantes”.

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Bloco quer saber se Governo deu aval a aumento de salários de três administradores da TAP

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

O Bloco de Esquerda questionou o Governo se está disponível para rever a decisão do aumento de salários de três administradores da TAP.

O BE perguntou esta terça-feira ao Governo se deu aval ao aumento de salários, “para quase o dobro”, de três administradores da TAP, e se está disponível para rever a decisão.

Numa questão enviada para o Ministério das Infraestruturas e Habitação, através do parlamento, os bloquistas consideram que “não é compreensível ou aceitável que se estejam a prever cerca de 2.000 despedimentos e reduções salariais de 25% aos trabalhadores e, ao mesmo tempo, se decidam subidas salariais na administração”.

“Não se podem pedir todos os sacrifícios aos trabalhadores, enquanto os elementos da administração, que auferem salários muito acima da média da empresa, veem o seu rendimento aumentado de forma substancial”, argumenta o Bloco de Esquerda.

Os bloquistas questionam se o ministério tutelado por Pedro Nuno Santos “deu o aval à decisão de subida salarial dos três membros do conselho de administração”.

Ao lembrarem que o ministro das Infraestruturas “referiu, no parlamento, que iriam verificar possíveis “mordomias” na administração e que os cortes salariais seriam transversais à empresa”, o BE pergunta a Pedro Nuno Santos “como explica esta decisão“.

Está o Governo disponível para rever esta decisão?” é a última das questões colocadas pela deputada Isabel Pires.

A decisão do aumento dos três administradores “para quase o dobro” terá, segundo o Bloco, sido “tomada em outubro pela Comissão de Vencimentos da TAP, onde o Estado não está representado, mas à qual terá dado o seu aval“.

“Está em causa o salário de Ramiro Sequeira, que passa de 17 mil euros para 35 mil euros brutos (com efeitos retroativos a setembro, quando foi nomeado CEO interino). Mas também de Miguel Frasquilho, que passa de 12 mil euros para 13,5 mil euros brutos por mês e de Alexandra Vieira Reis, que passa de 14 mil euros para 25 mil euros por mês”, indica a deputada bloquista.

Isabel Pires conclui o texto sublinhando que o plano de reestruturação da TAP “terá consequências sociais altamente prejudiciais para milhares de trabalhadores e respetivas famílias, sem referir que a empresa corre o risco de ficar diminuída a tal ponto que possa vir a ter muita dificuldade no momento de retoma da sua atividade”.

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Vendas no comércio a retalho acentuam queda para 5,1% em novembro

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

Queda no índice do comércio de vendas a retalho ficou a dever-se, sobretudo, à contração de 9,7% da atividade ao nível dos produtos não alimentares.

As vendas no comércio a retalho diminuíram 5,1%% em novembro, face a igual mês do ano anterior, uma queda superior à de 0,4% registada em outubro, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, a diminuição homóloga do índice de volume de negócios no comércio a retalho foi de “5,1% em novembro, em termos homólogos, taxa inferior em 4,7 pontos percentuais à observada no mês anterior”.

A queda no índice do comércio de vendas a retalho ficou a dever-se, por um lado, à contração de 9,7% verificada na atividade no âmbito dos produtos não alimentares, que compara com uma diminuição homóloga de 3,4% em mês outubro e, por outro lado, à desaceleração em 2,2 pontos percentuais, para 1,1%, nas vendas de produtos alimentares no comércio a retalho.

Índice Geral e desagregações

Variação homóloga, valores em %

Em termos mensais, as vendas no comércio a retalho caíram 3,2% em novembro, depois de terem tido um aumento de 1,7% no mês anterior, sinaliza o INE.

Já os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas apresentaram, respetivamente, uma queda de 4,2%, um aumento de 0,8% e uma contração de 5,3%, em termos homólogos.

No mês de outubro, estes índices apresentaram uma queda de 3,4%, uma subida de 0,2% e uma contração de 4,8%, pela mesma ordem.

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Estilista francês Pierre Cardin morre aos 98 anos

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

Filho de imigrantes italianos, tornou-se um homem de negócios mundialmente conhecido, lançando, no pós-Segunda Guerra Mundial, o conceito de prêt-a-porter.

O estilista Pierre Cardin, pioneiro da democratização da alta costura que levou a moda a grandes lojas a preços acessíveis, nos anos 1950, morreu esta terça-feira, aos 98 anos, em Paris, anunciou a família à AFP.

Filho de imigrantes italianos, tornou-se um homem de negócios mundialmente conhecido, lançando, no pós-Segunda Guerra Mundial, o conceito de prêt-a-porter de vestuário, acessível a várias as bolsas.

Personalidade marcante do mundo da moda, naturalizado em França, morreu no hospital americano de Neuilly, na região de Paris.

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SRS Advogados assessora 360imprimir/Bizay em ronda de investimento de 32 milhões de euros

A equipa da SRS Advogados foi liderada pelo sócio Paulo Bandeira e contou com a participação do sócio Gustavo Oliveira e dos advogados Marco Garrinhas, Solange Fernandes e Giorgio Galli.

A SRS Advogados assessorou a 360imprimir/Bizay numa ronda de investimento, uma Série C, no valor de 32 milhões de euros. O financiamento é marcado pela entrada de novos investidores no capital da empresa, os portugueses da Indico Capital Partners, o Banco Europeu de Investimento e a Iberis Capital, tendo sido secundada com um reforço de capital da LeadX, Omnes Capital e Pathena, atuais investidores.

A equipa da SRS Advogados envolvida na transação foi liderada pelo sócio Paulo Bandeira e teve o envolvimento do sócio Gustavo Oliveira e dos advogados Marco Garrinhas, Solange Fernandes e Giorgio Galli.

Paulo Bandeira, sócio da SRS Advogados que lidera a área de Startups, ressaltou a complexidade negocial e jurídica associada à transação que combina vários instrumentos de investimento, bem como o valor da mesma que a traduzem como a maior transação de venture capital realizada em Portugal no ano de 2020.

A 360imprimir/Bizay salientou que a ronda de financiamento vai servir para a empresa acelerar o crescimento e a expansão internacional do negócio, bem como o apoio fundamental que a SRS prestou na conclusão da mesma.

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Covid-19: Países Baixos adiam vacinação alertando que a pressa é perigosa

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

Embora já toda a União Europeia tenha começado a campanha de vacinação contra a Covid-19, os Países Baixos vão esperar por janeiro para a iniciar.

Os Países Baixos decidiram iniciar a campanha de vacinação contra a Covid-19 em janeiro, apesar de já toda a União Europeia ter começado, considerando que “a pressa” visa dar “um espetáculo simbólico”, mas é perigosa.

“Temos de seguir um caminho seguro, não é responsável começar mais cedo“, explicou o ministro da Saúde holandês, Hugo de Jonge, aos deputados, sublinhando que o que seus parceiros europeus estão a fazer “não é prudente”.

De acordo com o ministro, embora algumas doses da vacina estejam a ser administradas a algumas pessoas no resto da União Europeia, “demorará semanas até que as vacinas cheguem a todos” e Haia prefere seguir “uma série de critérios cuidadosos” antes de começar a sua campanha.

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Castro Henriques reconduzido como presidente da Aicep

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

Luís Castro Henriques vai manter-se até 2022 como presidente do conselho de administração da Aicep. Mandato foi renovado um ano depois de ter terminado oficialmente.

O presidente do Conselho de Administração da Aicep, Luís Castro Henriques, cujo mandato terminou em 31 de dezembro de 2019, foi reconduzido no cargo para o triénio 2020-2022, segundo um despacho do Governo publicado esta terça-feira.

O documento publicado em Diário da República “nomeia o presidente e os vogais executivos do Conselho de Administração da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal” (Aicep), para o triénio de 2020 a 2022, referindo a recondução de Luís Castro Henriques na liderança.

O responsável faz parte do Conselho de Administração da Aicep desde 2014, tendo assumido as funções de presidente em 2017.

Foram ainda nomeados João Paulo Salazar Dias (“designado pelo membro do Governo responsável pela área das Finanças”), Maria Madalena de Sousa Monteiro Oliveira e Silva, Francisca Rodrigues Sarmento Guedes de Oliveira e Rita Lindley Cintra Torres Araújo para os cargos de vogais executivos.

No despacho, o executivo explica que “foi ouvida a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, que se pronunciou favoravelmente sobre as nomeações”.

Antes de integrar a equipa da Aicep, que passou a liderar em 2017 em substituição de Miguel Frasquilho, Luís Castro Henriques foi diretor-adjunto da direção de marketing e responsável pela área de marketing analytics na EDP e assessor do conselho de administração e gestor de projeto na EDP Inovação.

O despacho, assinado pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, pelo ministro de Estado e das Finanças, João Leão, e pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, produz efeitos a partir de quarta-feira.

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CTT vão ter central solar fotovoltaica para autoconsumo no MARL em 2021

A potência a instalar será de 410 kWp e irá permitir uma produção estimada de 625 mil kWh no primeiro ano, o que representa cerca de 40% do consumo anual dos CTT Expresso no local.

Neste momento os CTT têm já várias centrais fotovoltaicas instaladas nos seus edifícios: três unidades de pequena produção (UPP) 100% operacionais e outras três ainda em projeto. Com uma potência instalada total de 700 kWp, os CTT estimam que estas seis centrais permitirão injetar na rede, no primeiro ano, mais de 1.000 MWh, o que equivale, em média, ao consumo anual doméstico de eletricidade de 341 agregados familiares em Portugal.

Além disso, os CTT vão também investir em novas unidades de produção para autoconsumo (UPAC), a começar pelo Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), onde ficam as instalações da CTT Expresso.

A potência a instalar será de 410 kWp e irá permitir uma produção estimada de 625 mil kWh no primeiro ano, o que representa cerca de 40% do consumo anual da instalação. Aqui, a energia produzida é destinada ao consumo dos CTT e, caso exista excedente de produção de energia, a mesma é injetada na rede, revelam os CTT em comunicado.

Já no caso das seis centrais fotovoltaicas (UPP), o objetivo é a rentabilização da cobertura dos edifícios através da instalação de centrais fotovoltaicas e a venda da energia por elas produzida.

“Os CTT assumem o compromisso de estar cada vez mais envolvidos com a sustentabilidade, pensando no futuro de todos. Esta atitude é posta em prática todos os dias, inovando nos processos, nos produtos, na tecnologia ao serviço da empresa e em diversas iniciativas e apoios que geram valor para a comunidade. Por isso, queremos partilhar o nosso esforço no terreno com os portugueses, de modo a que todos o possam conhecer. Em relação à eletricidade consumida pelos CTT, desde 2015 que a sua origem provém de fontes exclusivamente renováveis”, refere a empresa no mesmo comunicado.

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Tecnologia analítica ajuda a lidar com a crise pós-pandemia

  • ECO
  • 29 Dezembro 2020

Técnicas de machine learning e a tecnologia analítica ajudam a lidar com a crise pandémica e podem evitar o agravamento da situação económica. Rapidez e a eficácia são duas das vantagens do método.

Apesar de nada fazer prever a chegada de um novo coronavírus, a verdade é que a Covid-19 invadiu todo o mundo num curto espaço de tempo. A rapidez e a incerteza que caracterizam este vírus acabaram por trazer apreensão e medo a toda a população, que se viu obrigada a refazer hábitos e rotinas nas suas vidas.

Tratava-se de um vírus desconhecido que, além de afetar a saúde das pessoas, teve e continua a ter um enorme impacto na economia de todos os países do mundo. Os confinamentos, a subida exponencial na compra de bens de primeira necessidade, bem como produtos de desinfetação e proteção pessoal (máscaras, luvas e álcool gel) trouxeram muitas dificuldades a várias áreas de negócio, desde as pequenas às grandes empresas.

Sem dúvida que a grande aliada durante o “novo normal” que o mundo vive foi a tecnologia. O teletrabalho, as compras online e o take-away são alguns dos exemplos, mas não só. A tecnologia, além de auxiliar as empresas na prática, ajuda também na gestão e previsão de acontecimentos, como prever novos hábitos de consumo face à situação pandémica e ainda ajudar na gestão de stocks, entre outros.

Para perceber de que forma a tecnologia pode ser uma aliada em tempos de incerteza, o ECO conversou com João Canosa, Account Executive do SAS Portugal – Analytics Software & Solutions (empresa especializada em tecnologia analítica e inteligência artificial), que começou por explicar quais os principais benefícios de usar a analítica durante esta nova realidade:

Ao utilizarmos técnicas de forecast e planeamento de procura, todos os intervenientes na cadeia de abastecimento podem prever e otimizar algumas características dos padrões de consumo, tomando decisões mais acertadas e reduzindo alguns dos custos associados ao período pandémico. Com a introdução de uma plataforma tecnológica, que utiliza modelos matemáticos avançados e de machine learning e que permite a ligação a diversas fontes de dados, podem automatizar-se processos de negócio e acelerar o processo de tomada de decisão”.

A pandemia não poderia ser prevista, pelo que a crise que daí adveio jamais seria evitada, contudo, a utilização de técnicas de forecast e demand planning por empresas de retalho e CPG, pode minimizar e ajudar a prever os efeitos negativos da crise atual.

João Canosa

Account Executive do SAS Portugal

Estas mudanças significativas nos padrões de procura e as constantes perturbações no mercado tornaram indispensável atender às necessidades imediatas dos clientes, mas também de pensar num plano a médio e a longo prazo. E, nesse sentido, o SAS compromete-se em fornecer soluções para ajudar a entender a procura, identificar o comportamento do cliente e otimizar a cadeia de oferta dentro de qualquer tipo de organização.

“Os processos analíticos de previsão da procura podem e devem ser utilizados em qualquer indústria e/ou organização. Apenas é necessário a existência de uma cultura curiosa, analítica e que as pessoas e os processos internos estejam preparados para a utilização destas técnicas, quer seja pela captação, preparação e limpeza das fontes de dados internas ou externas, quer pela análise que as soluções SAS oferecem out of the box e de uma forma visual e explicativa”, afirmou João Canosa.

SAS apresenta soluções para mercados e negócios sobreviverem à pandemia

No dia 18 de dezembro, o account executive do SAS Portugal marcou presença na INSIGHTS 2020, uma conferência digital internacional de uma semana, com foco no que está a acontecer e no que está por vir no mundo do Data Science, onde apresentou algumas soluções do SAS para ajudar negócios em tempos de incerteza. Dentro das soluções apresentadas estão algumas recomendações, especialmente para a previsão de impactos como a Covid-19.

Primeiramente, foi recomendado que se fizesse um investimento nos recursos para detetar as mudanças na procura, dos quais faz parte uma boa base de dados, com variáveis internas e externas, para conseguir analisar o comportamento da procura ao longo do tempo.

“Como há muita informação, para este ponto é recomendado ter uma base de dados interna com histórico da procura de vendas (perceber o comportamento de procura dos clientes antes e depois da situação), níveis de stock, promoções e dados de preços, produtos e localização de recursos, tráfego da loja e no e-commerce, fechos das lojas/datas de abertura”, explicou João Canosa.

Outro ponto imperativo neste tempo de crise é incorporar os dados externos, que devem incluir estatísticas da Covid-19, datas de restrições implementadas pelo Governo, os modelos de SEIR (Susceptible Exposed Infectious Removed), dados dos media, indicadores da economia e tendências do mercado.

Depois, foi ainda referida na conferência a necessidade de ir moldando os eventos e o planeamento de cenários à medida que novas situações vão acontecendo no mundo, por exemplo, com a Covid-19, devem ser inseridos novos dados referentes a todas as fases do novo coronavírus nos modelos de previsão.

“A nossa segunda recomendação pretende aplicar modelos flexíveis e robustos de eventos, criar uma série de casos em cada fase da pandemia, aplicar detalhes de acontecimentos diferentes nos mercados para captar efeitos regionais, cenários de execução, duração do evento, ocorrência e recorrência”, mencionou o account executive do SAS.

Por último, foi ainda dada relevância à elaboração de curvas da procura, a fim de se fazer um agrupamento de mercados impactados pela doença.

“A nossa terceira recomendação consiste em utilizar o máximo de dados que conseguir para outros mercados: primeiro analisar padrões de procura e mudanças no mix de produtos dos primeiros mercados afetados, depois aglomerar séries de tempo com base em mercados com desempenho semelhante e, por fim, fazer previsões ao aplicar padrões de procura em mercados afetados posteriormente ou com ondas subsequentes”, referiu João Canosa.

Nesta última recomendação, ao falar do uso do ponto de comparação com outros mercados para prever o que vai acontecer, o account executive do SAS Portugal realçou que nem sempre a recolha de dados é possível e que, para esses casos, o SAS também encontrou soluções: “É provável que empresas não multinacionais, com mais dificuldade de recolha de dados e realidades de outros países, não tenham forma de se comparar com mercados mais avançados, contudo, a aplicação das duas primeiras sugestões (recolha de mais dados internos e externos e entendimento das curvas da procura) poderão fazer parte de um plano de recuperação com base em plataformas de forecast e machine learning”.

A aplicação das duas primeiras sugestões (recolha de mais dados internos e externos e entendimento das curvas da procura) poderão fazer parte de um plano de recuperação com base em plataformas de forecast e machine learning.

João Canosa

Account Executive do SAS Portugal

No entanto, mesmo com essa opção disponível, o ECO questionou João Canosa sobre a dificuldade da aplicação destas medidas em tão pouco tempo (uma vez que o novo coronavírus foi muito rápido a espalhar-se por todo o mundo). Mas o account executive do SAS Portugal não hesitou na resposta: “É verdade que nunca poderíamos ter previsto o que estava para vir, mas, quando a crise chegou à Europa, muitas das decisões tomadas podiam ter sido baseadas no histórico de dois ou três meses que já existia na China. A existência de plataformas tecnológicas como a do SAS, em combinação com uma cultura analítica, facilita a captação destes novos dados e características matemáticas associadas a curvas de procura”.

Ainda assim, João Canosa chamou a atenção para o facto de se dever olhar para mercados e áreas de negócio similares, uma vez que o padrão de consumo no retalho alimentar será sempre diferente do retalho automóvel, por exemplo.

“O objetivo de olhar para mercados similares noutros países que já estão mais avançados, prende-se com o facto de se poderem antecipar algumas alterações no perfil de compra e padrões de consumo (…) e contornar a dificuldade em obter dados históricos pelo aparecimento de uma crise nunca antes vista”, disse o account executive do SAS.

Novos hábitos de consumo vão ficar enraizados

No início da pandemia, houve alguns produtos que sofreram uma subida abrupta na procura como, por exemplo, o papel higiénico e o fermento, e isso levou à sua escassez. Mas também houve outras áreas, como a restauração e a cultura, que continuam a lidar com as consequências menos positivas de uma quebra acentuada na procura. Foi nesse sentido que o SAS se preocupou em reunir as soluções apresentadas na INSIGHTS 2020, para mostrar que é possível ajudar quer mercados/negócios que têm muita procura como os que tem pouca, uma vez que ambos saem afetados.

Por um lado, os que se veem perante uma procura desenfreada de produtos que, anteriormente, não eram tão requisitados, têm de saber gerir os stocks e a produção. Por outro, os que têm menos procura, devem aproveitar este tempo para se “digitalizarem” e procurarem soluções que funcionem nesta altura.

A necessidade de adaptação e digitalização global levaram a que fossem criados novos hábitos de consumo que, de acordo com João Canosa, vão ficar enraizados, mesmo que seja possível voltar à normalidade: “A digitalização forçada de inúmeros negócios, nomeadamente, retalhistas, é algo que se manterá na nova realidade, pelo que a tendência de compra online se manterá, ou até irá aumentar. Apesar de todos os efeitos negativos desta pandemia, a compra online saiu com confiança reforçada e os consumidores passaram a sentir que são operações seguras e confortáveis. Também se viu uma maior procura no pequeno comércio e é de acreditar que os consumidores quererão evitar multidões, mesmo voltando à normalidade”.

O account executive do SAS Portugal considera, por isso, que, mesmo sendo possível voltar à normalidade, ainda assim, todo o mundo vai estar perante um “novo normal”. “Não só as empresas e consumidores vão adotar um ‘novo normal’. Já vimos países começarem a preparar legislação laboral que inclua o trabalho remoto, também já se começou a assistir a um êxodo urbano, suportado pela digitalização e novas tecnologias. Posto isto, nunca voltaremos a uma antiga normalidade, uma vez que as alterações impostas pela Covid-19 já estão interiorizadas em diversas áreas da sociedade”, diz.

No entanto, João Canosa consegue encarar o lado positivo da situação pandémica, que se prende com tornar mais fácil o trabalho do SAS e possibilitar que cheguem a mais áreas de negócio e outros mercados: “Para o SAS este ‘novo normal’ abre a possibilidade de ajudarmos ainda mais os nossos clientes, uma vez que a utilização de mais tecnologia e mais canais digitais vai gerar mais dados, que têm de ser incorporados nos processos da empresa e assim permitir a tomada de decisão informada”, concluiu o account executive do SAS Portugal.

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Empresas poderão assinar faturas eletrónicas com cartão do cidadão ou Chave Móvel digital

  • Lusa
  • 29 Dezembro 2020

A partir de 1 de janeiro, as empresas poderão recorrer ao Cartão de Cidadão e Chave Móvel Digital para assinar faturas eletrónicas.

As condições de utilização do Sistema de Certificação de Atributos Profissionais (SCAP), através do Cartão de Cidadão e da Chave Móvel Digital, foram publicadas esta terça-feira em Diário da República e vai permitir às empresas assinar faturas eletrónicas.

Numa nota, o Ministério da Justiça refere que, a partir de 1 de janeiro do próximo ano, a emissão de faturas eletrónicas necessita de uma assinatura eletrónica qualificada, que agora é disponibilizada através da associação dos atributos empresariais ao cartão de cidadão ou à Chave Móvel Digital.

Este sistema vai permitir a assinatura de faturas eletrónicas pelos administradores, gerentes, diretores e procuradores das empresas, após serem certificados dessa sua qualidade, sendo vocacionada para atos isolados ou para atividades com baixo volume de faturas emitidas.

Quem pretender fazer uso desta solução, deve aderir ao SCAP, disponível no sítio na internet autenticação.gov.pt.

A assinatura qualificada com certificação da qualidade de administrador, gerente, diretor e procurador poderá ser utilizada para abertura e movimentação de contas bancárias, celebração de contratos de eletricidade, água, gás e serviços de telecomunicações ou com outros fornecedores, com o limite a fixar pelos órgãos sociais.

Esta nova ferramenta pode ainda ser usada para a celebração de contratos de trabalho, assinatura de atas e deliberações dos órgãos sociais, receção e levantamento de correspondência postal, assinatura de faturas eletrónicas, formação e execução de contratos públicos, apresentação de candidaturas a financiamentos e ainda para candidaturas a fundos nacionais ou comunitários.

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Venda da sucursal espanhola do Novo Banco ainda não foi concluída

  • ECO
  • 29 Dezembro 2020

O processo de venda da sucursal espanhola do Novo Banco ainda não foi concluído, mas o prazo limite de 31 de dezembro está a aproximar-se.

O Novo Banco tem em curso, desde a primavera, a venda da sua sucursal espanhola. Mas o processo está longe de concluído. A instituição liderada por António Ramalho teve de colocar “em pausa” a venda tendo em conta a falta de interesse de eventuais compradores, avançou esta terça-feira o jornal El Español (acesso livre, conteúdo em espanhol).

A falta de avanços neste processo de venda fez com que o grupo decidisse adotar, daqui em diante, uma nova estratégia de minimização de perdas, o que poderá ter estado na origem na demissão de Carlos Carrasco, uma das principais figuras do Novo Banco em território espanhol.

Com o dia 31 de dezembro a aproximar-se — prazo estabelecido pela instituição para abandonar as suas operações no país vizinho –, o Novo Banco garante que o processo de venda ainda se encontra em curso que os atrasos nas negociações se devem à pandemia de Covid-19. “Há mais de um candidato interessado na totalidade das operações, e também vários interessados em algumas das partes. O processo continua e será estudada a melhor forma de o canalizar”, disse ao El Español fonte oficial do banco.

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