Dona da Pizza Hut, Burger King e KFC avança para lay-off a 1 de abril

A Ibersol, dona de marcas como Pizza Hut, informou os investidores de que vai recorrer ao mecanismo de "lay-off" simplificado. Tem 189 restaurantes encerrados.

O grupo Ibersol IBS 0,00% , que controla em Portugal marcas como Pizza Hut, Burger King e KFC, vai recorrer ao mecanismo de lay-off simplificado a partir de 1 de abril, no sentido de obter apoio estatal para proteger postos de trabalho. Num comunicado enviado à CMVM, a empresa apela ao “esforço” dos colaboradores neste “momento particularmente doloroso”.

“No atual contexto de crise e de acordo com os mecanismos recentemente aprovados pelo Governo, o grupo Ibersol irá recorrer, a 1 de abril de 2020, ao apoio extraordinário à manutenção dos postos de trabalho […], vulgo ‘lay-off simplificado'”, informa a empresa na nota remetida à CMVM.

O grupo tinha 10.286 colaboradores no final de 2018 e está presente em Portugal, Espanha e Angola. No entanto, os impactos económicos das medidas contra a propagação do novo coronavírus penalizaram duramente o setor da restauração, levando a Ibersol a ter de encerrar 189 restaurantes.

O grupo Ibersol, em face da evolução da procura e, procurando dar cumprimento à orientação de manter a economia a funcionar, mantém em funcionamento 161 restaurantes”, acrescenta a empresa. No entanto, estes estabelecimentos “funcionarão apenas com serviço de entrega ao domicílio e/ou serviço de take away, incluindo drive thru, com um baixo nível de atividade e uma operação ajustada à procura”, sublinha a empresa.

Esta notícia surge no dia em que o Governo revelou que perto de 1.400 empresas já pediram acesso ao mecanismo do lay-off simplificado. Trata-se de uma solução que, pelo menos até junho, permite às empresas a redução do horário de trabalho ou suspensão dos postos de trabalho.

Os trabalhadores com empregos suspensos continuarão a receber o equivalente a dois terços do salário, 70% pagos pela Segurança Social e 30% pelo empregador. Já os que sejam alvo de redução de horário receberão de forma proporcional à carga horária mantida, sujeito a um mínimo de dois terços do salário ou 635 euros.

No entanto, enquanto vigorar o lay-off, a empresa não pode recorrer a despedimentos como forma de redução do número de colaboradores.

Evolução das ações da Ibersol na bolsa de Lisboa

(Notícia atualizada pela última vez às 19h58)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dona da Pizza Hut, Burger King e KFC avança para lay-off a 1 de abril

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião