Rússia rejeita categoricamente presença da NATO na Ucrânia

  • Lusa
  • 18 Agosto 2025

As declarações de Londres e Paris "mostram, em essência, as suas aspirações abertamente provocadoras e predatórias em relação ao conflito na Ucrânia", afirmou a porta-voz da diplomacia russa.

A Rússia rejeita categoricamente a presença de forças da NATO na Ucrânia após um eventual cessar-fogo, afirmou esta segunda-feira a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Confirmamos a nossa rejeição categórica a qualquer cenário que preveja a presença de um contingente militar da NATO na Ucrânia, o que implica uma escalada incontrolável do conflito com consequências imprevisíveis”, afirmou Zakharova, num comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

A possibilidade do envio de tropas de países que integram a Aliança Atlântica para solo ucraniano foi novamente mencionada no domingo durante uma reunião da chamada Coligação de Voluntários copresidida pelos líderes do Reino Unido e da França.

Com a reunião em Washington entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, como pano de fundo, Zakharova assinalou que as declarações de Londres e Paris “mostram, em essência, as suas aspirações abertamente provocadoras e predatórias em relação ao conflito na Ucrânia”.

Estas declarações belicistas, que são de facto uma instigação cínica para continuar as ações bélicas, apenas confirmam que o Reino Unido não está interessado em resolver a situação e apenas faz tudo o que está ao seu alcance para prolongar o derramamento de sangue”, sublinhou.

Segundo a porta-voz da diplomacia russa, “a política dos britânicos simplesmente não permite que Kiev saia do conflito por meio de negociações, com o que, como é habitual para eles, prolongam de forma arrogante e autossuficiente o sofrimento do povo ucraniano”.

Acrescentou ainda que o Reino Unido, que se tornou uma figura secundária na política internacional, “dificilmente é capaz de compreender todo o peso da responsabilidade que assume e as consequências potencialmente catastróficas da política destrutiva escolhida”.

“Apelamos a Londres para que se abstenha de jogadas geopolíticas perigosas e mal planeadas ou, pelo menos, não crie obstáculos ao trabalho meticuloso dos negociadores russos e norte-americanos”, afirmou. No domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmaram o seu apoio à Ucrânia e elogiaram o desejo de Zelensky de alcançar “uma paz justa e duradoura”.

Starmer e Macron também destacaram o compromisso do Presidente norte-americano, Donald Trump, de oferecer “garantias de segurança à Ucrânia”, num contexto em que a Coligação de Voluntários desempenhará “um papel vital através da força multinacional na Ucrânia, entre outras medidas”.

O Reino Unido e a França reafirmaram a disposição de enviar uma força de garantia assim que as hostilidades cessarem e de ajudar a proteger os céus e mares da Ucrânia e a regenerar as forças armadas do país. Tanto Zelensky como Starmer e Macron viajaram hoje para os Estados Unidos, juntamente com outros líderes europeus, para se reunirem com Trump e procurarem uma solução para o conflito na Ucrânia.

Já na Sala Oval, na Casa Branca, o Presidente ucraniano agradeceu hoje a Trump os esforços para acabar com a guerra na Ucrânia e o líder norte-americano reafirmou a vontade de organizar uma reunião a três com Vladimir Putin. “Se tudo correr bem” hoje, poderá haver uma reunião a três, comentou Trump com Zelensky ao lado, referindo-se a uma cimeira com a presença dos presidentes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos.

Antes de Zelensky, chegaram à Casa Branca para o encontro com Trump os presidentes da França, da Finlândia e da Comissão Europeia, os chefes dos governos da Alemanha, Reino Unido e Itália, e o secretário-geral da NATO. A reunião em Washington foi convocada por Trump depois de se ter reunido com o homólogo russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, no Alasca, Estados Unidos.

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