Caixa vende participação na Águas de Portugal à Parpública com “mais-valia”
Banco público tem acordo para vender a sua participação de 19% na Águas de Portugal à Parpública. Transação dará mais-valia e poderá ficar concluída até final do ano, revelou Paulo Macedo.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) chegou a um acordo para a venda da participação de 19% que detém na Águas de Portugal à Parpública, a gestora das participações do Estado. Paulo Macedo confirmou a operação, que dará uma mais-valia ao banco, mas que ainda está dependente de alguns “formalismos legais”.
“Em relação à Águas de Portugal, há desenvolvimentos importantes. A operação foi aprovada pelo Ministério das Finanças”, adiantou o líder do banco público. “Há um acordo de entendimento entre a Caixa e a Parpública. Consultada, a Águas de Portugal, que também tinha de ser ouvida, também deu o seu parecer favorável”, acrescentou.
“Calculo que será em breve que se poderá anunciar [o negócio]”, frisou. Paulo Macedo recusou adianta valores da operação, mas assegurou que a Caixa terá uma mais-valia. E, se a transação for concretizada ainda este ano, o encaixe vai engordar os lucros do banco público que, até setembro, ascenderam a 1,4 mil milhões de euros, como anunciou esta quinta-feira.
Macedo “animado” com perspetivas de venda no Brasil
Outro processo de venda em cima da mesa: o banco no Brasil. “Foram lançados os trabalhos preparatórios para a venda desta operação. Há um conjunto preliminar de interessados variados, mais do que nas anteriores tentativas que fizemos, e isso dá-nos ânimo”, declarou Paulo Macedo.
A operação não estará concluída antes de 2027. Mas o líder da Caixa frisou que quer fazer as coisas com tempo, até porque a operação brasileira está a valorizar de dia para dia.
“Se nós quiséssemos vender a qualquer preço, já tínhamos vendido”, disse, considerando que tem hoje condições “bastante mais favoráveis” para concretizar a operação e que “felizmente” a Caixa manteve-se determinada em “querer tirar o valor certo” com a venda.
“A Caixa não tem estado parada, e muito menos a Caixa no Brasil. O BCG Brasil, a operação tem-se vindo a valorizar, porque tem vindo a resolver vários dos seus problemas anteriores”, afirmou.
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