Marcelo Rebelo de Sousa operado com sucesso a uma hérnia encarcerada
O Chefe de Estado estava em Amarante, para as exéquias de António Mota, sentiu-se indisposto e foi operado no Hospital de São João, no Porto, a uma hérnia encarcerada.
O Presidente da República foi na noite de segunda-feira operado no Hospital de S. João no Porto, onde entrou com fortes dores abdominais e uma indisposição. O Chefe de Estado fez vários exames médicos, foi operado com sucesso a uma hérnia encarcerada e deverá ficado internado ao longo dos próximos dias.
De acordo com os responsáveis do hospital, que falaram aos jornalistas após a operação, o procedimento durou cerca de uma hora e meia e não teve complicações inesperadas. Marcelo Rebelo de Sousa falou com os médicos após a intervenção e pediu para transmitir a mensagem de que se encontra bem.
O Presidente deverá ficar pelo menos dois dias no hospital, com recomendação de repouso total, e a recuperação deverá levar cerca de duas semanas, ainda que não tenha de ficar internado todo esse período.
Nos últimos anos, o Presidente foi submetido a várias intervenções e cuidados médicos. Em dezembro de 2017, foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa; em junho de 2018, sentiu-se mal à saída da Basílica do Bom Jesus, em Braga, e no Hospital de Braga foi-lhe diagnosticada uma gastroenterite aguda. E, já no segundo mandato, foi operado a duas hérnias inguinais no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, em dezembro de 2021.
Tendo em conta a duração da cirurgia, o Chefe da Casa Civil disse aos jornalistas, antes da intervenção, que “não se põe a questão” do Presidente da República ser substituído pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, à semelhança do que aconteceu noutros casos.
Ao início da noite, a Presidência da República emitiu uma nota na qual explicava que “sua Excelência o Presidente da República foi admitido, este fim de tarde, no Hospital Universitário de São João, no Porto (ULS São João), depois de se ter sentido indisposto, na sequência de uma paragem de digestão, quando regressava de Amarante, das exéquias do Engenheiro António Mota”, lê-se no site da Presidência da República.
“Os médicos da Presidência da República entenderam que, antes de fazer a viagem de regresso a Lisboa, seria melhor proceder a exames médicos, que estão neste momento em curso pela equipa médica deste hospital do serviço Nacional de Saúde. Depois de serem conhecidos tais resultados será dada nova informação”, acrescenta a mesma nota.
O Presidente da República iniciou o dia ao presidir as cerimónias do 1.º de Dezembro, as suas últimas enquanto Chefe de Estado, e nas quais o ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou o “maior investimento de uma vez só” nas Forças Armadas. Marcelo Rebelo de Sousa que, como é habitual não discursou na cerimónia, dirigiu-se no final a uma das laterais da Praça dos Restauradores para cumprimentar membros uma associação de amigos de Olivença, relatou a Lusa. No entanto, ao lado estavam outros populares (cerca de uma dezena) com uma faixa onde lia “portugueses primeiro”, que aproveitaram a proximidade do chefe de Estado para lhe deixarem algumas palavras de desagrado.
Marcelo à tarde rumou para Amarante, para marcar presença nos serviços fúnebres do antigo presidente da Mota Engil, que faleceu no domingo. O velório decorreu pelas 10h30, na Igreja de São Gonçalo, em Amarante, seguido de missa pelas 15h00, no mesmo local, de onde o corpo seguiu para o jazigo da família, no cemitério daquela cidade, de onde António Mota era natural.
No final, o Chefe de Estado sentiu uma forte indisposição, sensação de vómitos e uma forte dor abdominal, e foi encaminhado para o Hospital de São João, por indicação dos médicos da Presidência, onde acabou por ficar internado para ser operado. Marcelo não tem agenda pública na terça-feira.
Marcelo Rebelo de Sousa tem tido vários problemas de saúde e já foi submetido a um cateterismo cardíaco, em outubro de 2019, no Hospital de Santa Cruz. A intervenção diagnosticou “obstruções coronárias importantes”, que foram tratadas no mesmo procedimento. O Chefe de Estado que se assume como hipocondríaco, foi vítima de uma indisposição em a 5 de julho de 2023, quando fazia uma visita a um laboratório da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa. Na visita, o Chefe de Estado estava acompanhado pela então ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e voltou a ser observado no Hospital de Santa Cruz.
(Notícia atualizada às 00:10, com mais informação)
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