“Powell serviu com integridade”. Bancos centrais declaram apoio ao líder da Fed
Do BCE ao Banco do Brasil, mais de uma dezena de responsáveis de vários bancos centrais de todo o mundo assinaram uma declaração de apoio a Powell, "um colega respeitado e muito estimado".
Mais de uma dezena de responsáveis de vários bancos centrais de todo o mundo, incluindo Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), assinaram uma declaração conjunta de apoio ao líder da Fed. “O presidente Powell serviu com integridade, focado no seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público. Para nós, é um colega respeitado e muito estimado por todos os que com ele trabalharam“, declararam.
“Manifestamos a nossa total solidariedade com o Sistema da Reserva Federal e com o seu presidente, Jerome H. Powell. A independência dos bancos centrais é um pilar fundamental da estabilidade de preços, financeira e económica, no interesse dos cidadãos que servimos“, escrevem os signatários da carta.
Entre os subscritores estão ainda Andrew Bailew do Banco de Inglaterra, Tiff Macklem do Banco do Canadá, Gabriel Galípolo do Banco Central do Brasil e ainda François Villeroy de Galhau, presidente do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla em inglês).
“É crucial preservar esta independência, com pleno respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade democrática”, frisam na curta mensagem em defesa de Powell, que no fim de semana foi alvo de novo ataque da Administração Trump, a quem acusa de retaliação por não alinhar nos pedidos do Presidente dos EUA para cortar as taxas de juro.
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Este domingo, após as notícias de que o Departamento de Justiça poderá avançar com uma acusação criminal contra o presidente da Fed por causa do seu depoimento no Comité Bancário do Senado em junho do ano passado, relativamente às obras dos edifícios do banco central em Washington, Jerome Powell, numa declaração inédita, considerou a ameaça como uma retaliação pela forma como tem conduzido a política monetária nos últimos meses – sem ceder às pressões de Donald Trump, que tem exigido mais cortes do que aqueles que a Fed já decidiu.
“A ameaça de acusações criminais é a consequência de a Reserva Federal estabelecer taxas de juro com base na nossa melhor avaliação do que serve o público, em vez de seguir as preferências do Presidente”, declarou Powell numa mensagem de vídeo.
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“Tenho profundo respeito pelo Estado de direito e pela prestação de contas na nossa democracia. Ninguém, nem certamente o chairman da Reserva Federal, está acima da lei, mas esta ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais vasto das ameaças e da pressão continuada da Administração”, acrescentou.
Jerome Powell termina o mandato em maio e Trump já anunciou que vai ser substituído.
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