Oito países muçulmanos aceitam integrar Conselho da Paz proposto por Trump
Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão aceitaram o convite. Portugal foi convidado para integrar Conselho de Paz, mas ainda não se comprometeu.
Arábia Saudita e outros sete países de maioria muçulmana, incluindo o Qatar e a Turquia, aceitaram esta quarta-feira o convite do Presidente norte-americano, Donald Trump, para integrarem o Conselho da Paz.
Após o anúncio de Trump da criação de um organismo destinado a trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, a diplomacia de Riade informou que a decisão de integrar esta nova entidade foi tomada conjuntamente pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Indonésia e Paquistão, que elogiaram os “esforços pela paz” promovidos pelo líder norte-americano.
Trump presidirá, na quinta-feira em Davos (Suíça), onde decorre esta semana o Fórum Económico Mundial, à cerimónia de criação do Conselho da Paz, um novo organismo internacional promovido pelo político republicano com o objetivo de pôr fim aos conflitos armados. A Casa Branca tinha anunciado inicialmente a criação do Conselho da Paz como parte do plano dos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e supervisionar a reconstrução do território palestiniano.
Segundo a minuta do documento fundador do organismo, citado nos últimos dias por vários ‘media’ internacionais, o seu mandato será mais amplo, visando atuar como uma plataforma global de mediação e resolução de conflitos, num modelo que poderá funcionar como alternativa às Nações Unidas.
O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou também esta quarta que Israel aceitou integrar o novo organismo. No entanto, Netanyahu opôs-se à participação do ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, e do diplomata do Qatar, Ali Al-Thawadi, no Comité Executivo para Gaza, que deverá funcionar sob os auspícios do Conselho da Paz.
O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, já tinham anunciado anteriormente a sua adesão ao novo organismo proposto por Washington. O Governo português informou na terça-feira que está a analisar o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a reconhecer “algumas dúvidas” na configuração deste organismo.
Durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel, afirmou que Portugal recebeu, no passado dia 16, o convite da administração de Donald Trump. A Santa Sé também foi convidada a integrar o Conselho da Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Papa Leão XIV está a analisar a proposta, revelou hoje o secretário de Estado do Vaticano.
Segue-se um levantamento sobre quais os países que estão a aderir, quais não estão e quais ainda não se decidiram.
Países que aceitaram participar no Conselho da Paz:
— Argentina
— Arménia
— Azerbaijão
— Bahrein
— Bielorrússia
— Egito
— Hungria
— Indonésia
— Jordânia
— Cazaquistão
— Kosovo
— Marrocos
— Paquistão
— Qatar
— Arábia Saudita
— Turquia
— Emirados Árabes Unidos
— Uzbequistão
— Vietname
Países que não participarão no Conselho, pelo menos por enquanto:
— França
— Noruega
— Eslovénia
— Suécia
– Alemanha
Países que foram convidados, mas ainda não se comprometeram:
— Reino Unido
— China
— Croácia
— Itália
— Órgão executivo da União Europeia
— Paraguai
— Rússia
— Singapura
— Ucrânia
– Portugal
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