Resultado das presidenciais “não é muito relevante” para a governação

"Seja qual for o resultado das eleições presidenciais não creio que isso seja muito relevante para o cumprimento do programa do Governo", disse Castro Almeida.

O ministro da Economia considera que a derrota de Luís Marques Mendes, o candidato presidencial apoiado pelo Governo, não vai impactar “praticamente nada”. Recusando fazer uma análise aos resultados, Castro Almeida coloca o foco no cumprimento do programa do Governo sem ter em conta o resultado das eleições presidenciais, que será decidido na segunda volta a realizar a 8 de fevereiro.

“Seja qual for o resultado [final] das eleições presidenciais, não creio que isso seja muito relevante para o cumprimento do programa do Governo”, disse Castro Almeida na Conversa Capital, o programa da Antena 1 e Jornal de Negócios que completa dez anos.

Questionado sobre o impacto da derrota de Marques Mendes na atuação do Governo, Castro Almeida respondeu: “Praticamente nada”. “O Governo tem um programa para cumprir”, frisou, acrescentando que seja qual for o vencedor da segunda volta — António José Seguro ou André Ventura — isso não será muito relevante para o cumprimento do programa do Governo.

Apesar de já ter decidido em quem vai votar a segunda volta, o governante não levanta a ponta do véu sobre qual o quadrado no qual vai colocar a cruz.

Castro Almeida recusou fazer uma análise aos resultados. “Vamos deixar a análise para os comentadores. Estou cá para fazer política e olhar para a frente. A análise é para outros. Tenho a minha, mas não acrescenta valor”, disse.

Mas quando questionado se André Ventura poderá ser o novo líder da direita, o ministro recordou que perdeu votos face às legislativas. “Ninguém de bom senso deve comparar os potenciais resultados da segunda volta, em que há apenas dois candidatos, com resultado de Luís Montenegro contra nove ou dez numa eleição legislativa. É um absurdo”, acrescentou.

No final, nas habituais respostas rápidas, Castro Almeida disse que André Ventura é “um talentoso populista”, após alguns momentos de ponderação, e que António José Seguro é “um melão por abrir”.

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