Portugal teve a sexta maior redução dos juros dos depósitos em 2025

Depósitos bancários estão a render cada vez menos. Bancos cortaram juros em 0,80 pontos percentuais em 2025. Mas não impediu que famílias tivessem aplicado montante recorde em poupanças a prazo.

Os bancos portugueses cortaram as taxas de juro dos depósitos a prazo em 0,80 pontos percentuais ao longo do ano passado, mas isso não impediu que as famílias tivessem aplicado um montante recorde que superou os 144 mil milhões de euros em novas operações, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

A remuneração média dos novos depósitos a prazo de particulares caiu em dezembro para 1,36%, depois de ter estabilizado nos 1,37% nos dois meses anteriores. Um ano antes estava nos 2,16%.

Apesar de renderem cada vez menos, os depósitos a prazo registaram um fluxo recorde de poupanças das famílias ao longo do ano passado. O montante de novas operações totalizou 144,3 mil milhões de euros, mais 14,7 mil milhões do que em 2024. “Trata-se do valor anual mais elevado desde o início da série, em 2003”, adianta o Banco de Portugal.

Juros dos depósitos caem mais em Portugal do que na Zona Euro

Fonte: Banco de Portugal

A descida dos juros dos depósitos acompanhou o alívio da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) no ano passado. Com a inflação sob controlo, o banco central da Zona Euro realizou quatro cortes ao longo de 2025, tendo fixado a taxa de depósito (aquela com que remunera dos depósitos dos bancos comerciais) nos 2%.

Mas isso não explica tudo. Fatores como o excesso de liquidez e falta de concorrência também ajudam a perceber o comportamento dos bancos nacionais. Até porque na Zona Euro os bancos estão a melhorar a remuneração das poupanças das famílias. Em dezembro os depósitos rendiam 1,85% em média na banca europeia.

Portugal é, de resto, um dos países onde os bancos menos pagam pelos depósitos – é o quarto com a menor taxa de juro no final do ano passado. O supervisor refere que o país “registou a sexta maior redução da taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares entre os países da área do euro”.

Em relação às empresas, a taxa de juro média dos novos depósitos registou um decréscimo de 0,92 pontos percentuais no acumulado do ano passado. Em dezembro a taxa média fixou-se nos 1,73%. “Ao longo do ano, esta remuneração permaneceu sistematicamente abaixo da média da área do euro”, observa o Banco de Portugal.

Apesar de tudo, as empresas fizeram novas aplicações de 111,1 mil milhões de euros em 2025, mais 24,1 mil milhões do que no ano anterior.

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