Só pouco mais de um quarto das famílias arrenda casa em Portugal

Maioria dos europeus é dono da casa onde vive. Em Portugal, onde metade da riqueza das famílias está na casa, 73,4% são proprietários da sua habitação, uma percentagem que supera a média europeia.

Mais de dois terços dos europeus são donos da casa onde vivem. Segundo dados divulgados pelo Eurostat, referentes a 2024, são (muito) poucos os países onde o arrendamento domina o mercado de habitação, ou surge com percentagens elevadas. Portugal está na lista dos países onde o número de famílias com casa própria é mais significativo. Em média vivem 2,4 pessoas por casa, mas há 11,2% da população em casas sobrepovoadas e Portugal continua a estar na lista onde as pessoas sentem mais dificuldades em aquecer a habitação.

“Em 2024, mais de dois terços (68%) da população a viver na União Europeia eram proprietários da sua casa, ligeiramente abaixo de 69% em 2023”, com os restantes 31% a viver em casas arrendadas, revela o Eurostat.

Segundo o gabinete de estatística europeu, a Roménia (94%), seguida pela Eslováquia (93%) e pela Hungria (92%) são os países onde a percentagem de famílias proprietárias da sua habitação é maior.

A exceção é a Alemanha, onde há mais famílias em casas arrendadas do que próprias, com 53% a viverem em habitações arrendadas. Na Áustria, os proprietários sobrepõem, mas o mercado de arrendamento ainda é responsável por 46% do total, enquanto na Dinamarca essa percentagem se situa em 39%.

Fora do bloco da UE, a Suíça tem 58% das pessoas em casas arrendadas. Apenas 42% são donos das habitações onde vivem.

Portugal surge a meio da tabela, com uma percentagem de 73,4% de donos da casa onde habitam e 26,6% de pessoas que vivem em casas arrendadas.

À semelhança de outros países europeus, as famílias portuguesas têm preferência por investir na compra da sua própria habitação, sendo a casa a principal fonte de riqueza dos portugueses.

Em termos de condições, em 2024, em média, havia 1,7 quartos por pessoa e 2,4 pessoas por casa, sendo que 11,2% das famílias vive em habitações sobrelotadas.

Onde o país aparece pior na fotografia é no que diz questão ao aquecimento das habitações. Segundo o Eurostat, Portugal continua a ser um dos países onde as famílias reconhecem mais dificuldades em aquecer as suas casas. Segundo os números do Eurostat, perto de 16% dos portugueses dizia não conseguir aquecer a sua casa, um número que compara com a média de 9% na UE.

Apesar de a percentagem permanecer elevada, Portugal foi o país onde houve uma maior evolução positiva, face ao ano anterior, com o número de pessoas que não consegue aquecer as casas a baixar 5,1 pontos percentuais.

No que diz respeito aos jovens, em Portugal estes deixaram a casa dos pais com uma idade média de 28,9 anos, em 2024. São também os mais jovens que são forçados a procurar casas mais pequenas e a dividir casas com mais pessoas, o que resulta em mais situações de casas sobrelotadas. No caso português, para pessoas entre os 15 e os 29 anos, a percentagem de habitações sobrelotadas ronda os 18%.

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