AD, PS e Chega empatados em nova sondagem
AD, PS e Chega surgem praticamente taco-a-taco nas intenções de voto, segundo uma nova sondagem que coloca a coligação liderada por Luís Montenegro apenas ligeiramente à frente.
Se as eleições legislativas fossem hoje, AD, PS e Chega surgiriam praticamente empatados, apenas com uma ligeira vantagem da coligação liderada por Luís Montenegro, segundo numa nova sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa para a SIC e o Expresso, divulgada esta quinta-feira.
Dois anos e duas eleições depois, os portugueses mostram-se agora menos decididos quanto à preferência por Luís Montenegro para liderar o país. A nova sondagem coloca a Aliança Democrática (AD) apenas ligeiramente à frente nas intenções de voto, num cenário de empate técnico com Partido Socialista (PS) e Chega.
A AD reúne 25% das intenções de voto, seguida de perto pelo PS com 24% e pelo Chega com 21%. No entanto, as margens de erro sobrepõem-se, o que, na prática, coloca os três maiores partidos em empate técnico.
Quando são distribuídos os indecisos – que representam 9% dos inquiridos – as distâncias encurtam ainda mais. AD e PS surgem ambos com 29% das intenções de voto, enquanto o Chega aparece em terceiro lugar com 25%. Comparando com a última sondagem, divulgada em novembro de 2025, a coligação liderada pelo PSD recua dois pontos percentuais, ao passo que PS e Chega sobem um ponto cada.
Os resultados confirmam, assim, uma fase de estagnação da AD e, ao mesmo tempo, o crescimento dos dois principais partidos da oposição. Montenegro, que assinalou esta semana dois anos desde a primeira vitória eleitoral, tem defendido que a capacidade “reformista” do Governo se distingue do que classifica como “reformismo de boca” dos adversários. A declaração surge também como resposta indireta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o líder social-democrata anunciou a antecipação das eleições diretas no PSD para maio.
Se a comparação for feita com as legislativas de 18 de maio do ano passado, o maior crescimento pertence ao PS. O partido liderado por José Luís Carneiro sobe seis pontos percentuais face aos 22,8% obtidos por Pedro Nuno Santos nessas eleições. A evolução parece reforçar a estratégia seguida pelo líder socialista, que volta a recandidatar-se ao cargo de secretário-geral nas diretas marcadas para este fim de semana.
Entre os partidos de menor dimensão parlamentar, a mudança de liderança na Iniciativa Liberal (IL) não parece ter alterado significativamente o seu posicionamento eleitoral. O partido surge com 4% das intenções de voto sem distribuição de indecisos e 5% com distribuição – valores semelhantes aos 5,3% alcançados por Rui Rocha nas últimas legislativas, ainda que representem uma subida de um ponto face à sondagem de novembro.
Também a CDU (Coligação Democrática Unitária) regista uma ligeira subida, passando de 3% para 4% com distribuição de indecisos. À esquerda, é a evolução mais expressiva quando comparada com os resultados das legislativas.
Em sentido contrário, o Livre é o partido que mais perde terreno. Surge agora com 2% das intenções de voto com distribuição de indecisos – menos um ponto do que na sondagem anterior e menos dois pontos do que nas últimas legislativas, quando conquistou a maior bancada à esquerda do PS.
O Bloco de Esquerda, que também mudou recentemente de liderança após o mau resultado eleitoral, mantém-se nos 2%, enquanto o Pessoas-Animais-Natureza continua abaixo de 1%. Ainda assim, todas as variações entre os partidos à esquerda surgem dentro da margem de erro do estudo.
A sondagem decorreu entre 27 de fevereiro e 8 de março, com 801 entrevistas válidas entre 2.778 contactos.
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