Programa de ‘deep tech’ vai acelerar 31 projetos científicos e tecnológicos
O Governo anunciou que a 1ª edição do Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition, criado para ajudar startups a entrar no mercado, selecionou participantes em áreas como saúde, biotecnologia ou IA.
A primeira edição do programa de aceleração Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition, que arranca na terça-feira, vai ter 31 projetos científicos e tecnológicos escolhidos entre 98 candidatos, anunciou o Ministério da Economia e Coesão Territorial.
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Entre as cerca de três dezenas de projetos selecionados, constam seis pertencentes à área da saúde, seis são de biotecnologia, cinco estão relacionados com inteligência artificial e cinco focam-se na transição climática e energética. Os restantes são das áreas dos materiais avançados e nanotecnologia, das tecnologias “duplo uso”, utilizadas na área da defesa, da robótica e dos sistemas autónomos (drones) e do espaço e da aeronáutica.
Quase metade ainda está em fase de prova de conceito, mas mais de um terço (39%) testou a tecnologia em ambientes próximos da aplicação real. Agora, com este programa do Estado, terão oportunidade de melhorar o produto. Como? Durante três meses, as equipas escolhidas vão beneficiar de aceleração intensiva em matérias como validação tecnológica, modelos de negócio, preparação para o mercado e acesso a investidores e parceiros empresariais.
A ligação à rede global da Hello Tomorrow, com sede em Paris, permitirá também aos participantes acederem a uma comunidade internacional de mais de 5.000 startups e cerca de 1.300 investidores especializados em deep tech (tecnologias mais complexas).
Promovido pela Startup Portugal, em parceria com a consultora francesa Hello Tomorrow e a Porto Business School, e com o apoio da Câmara Municipal do Porto, o programa visa acelerar a transformação de conhecimento científico e tecnológico desenvolvido em Portugal em soluções com potencial de mercado. O anúncio desta iniciativa nacional ocorreu em meados de maio, durante a SIM Conference, no Porto. Inicialmente, aquando da abertura das candidaturas, estava previsto prolongar-se por quatro meses em vez de apenas três.
“O programa responde às características específicas das tecnologias deep tech, que envolvem habitualmente ciclos de desenvolvimento mais longos, maiores necessidades de investimento e processos de validação mais exigentes. O objetivo é contribuir para aumentar o número de empresas de base científica e tecnológica em Portugal e promover uma maior aproximação entre a investigação e o mercado”, refere o gabinete de Manuel Castro Almeida, em comunicado divulgado esta segunda-feira.
Para o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, a importância deste programa vai além da vertente de aceleração, devendo também “contribuir para promover uma mudança cultural mais ampla nas nossas universidades e instituições de investigação: uma cultura em que cientistas, docentes e estudantes encarem o mercado não como um afastamento da missão científica, mas como uma das formas através das quais a ciência pode servir a sociedade”.
O programa termina no próximo dia 15 de dezembro, no Porto, com um dia de demonstrações tecnológicas (Demo Day).
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