Cientistas de Coimbra criam dispositivo inovador para produzir energia a partir das ondas

  • Lusa
  • 20 Junho 2022

O dispositivo que converte em energia elétrica a energia das ondas do mar, denominado REEFS, resultou de oito anos de investigação.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) criou um dispositivo inovador para converter a energia das ondas do mar em energia elétrica, uma invenção já protegida por uma patente internacional, anunciou esta segunda-feira a instituição.

O novo dispositivo, denominado REEFS, acrónimo inglês de Renewable Electric Energy From Sea (energia elétrica a partir do mar), resultou de oito anos de uma investigação desenvolvida no Laboratório de Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambiente do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UC explicou que o novo conversor de energia das ondas “é um dispositivo costeiro modular que fica totalmente submerso, invisível à superfície do mar”.

“É apoiado em pilares e o resto do fundo do mar fica livre para todo o tipo de processos marinhos”, afirmou, citado na nota, o líder do projeto, José Lopes de Almeida.

O investigador acrescentou, por outro lado, que o dispositivo “procura utilizar tecnologias que já existem, nomeadamente as turbinas de ultrabaixa queda [que operam em pequenas alturas, geralmente abaixo dos cinco metros], que são aplicadas nos aproveitamentos mini-hídricos e que recentemente se tornaram competitivas em termos comerciais”.

De acordo com José Lopes de Almeida, “é possível migrar essa tecnologia para o mar e aplicá-la precisamente para aproveitar os desníveis criados pelas ondas, que na costa ocidental apresentam frequentemente alturas de um a cinco metros”.

O cientista observou ainda que o REEFS, quando em operação, transforma “o movimento alternado das ondas do mar num fluxo de água contínuo” no seu interior.

“Esse fluxo, criado entre a crista e a cava das ondas, pode ser usado para acionar as referidas turbinas mini-hídricas de ultrabaixa queda”, frisou, argumentando que o dispositivo “representa um salto tecnológico considerável”, pois deixa de ser necessário desenvolver uma tecnologia de raiz, podendo adaptar-se uma tecnologia hidroelétrica já existente.

Além disso, sustentou a UC, “esta tecnologia contribui para mitigar a erosão costeira, uma vez que pode funcionar como um recife artificial, induzindo a rebentação precoce das ondas para assim retirar, logo à partida, alguma da sua energia antes que atinjam a linha de costa”.

José Lopes de Almeida considerou ainda que a investigação nesta área “assume hoje particular relevância”, tendo em conta a conjuntura internacional causada pela guerra na Ucrânia.

“A situação atual chama a atenção para a extraordinária vulnerabilidade da Europa em relação à sua dependência energética. Por exemplo, no caso de Portugal, o país importa ainda hoje cerca de 2/3 dos seus recursos energéticos. Portanto, olhar para os recursos endógenos marinhos e procurar utilizá-los, criando valor para a economia, é um desiderato que se impõe, particularmente em Portugal, porque é um país que tem uma linha de costa bastante extensa relativamente à sua área territorial”, sublinhou o cientista.

Para que esta nova solução tecnológica possa chegar ao mercado, “ainda são necessários novos estudos e testes”, avisou, no entanto, o coordenador do projeto.

“O conceito está provado. Demonstrámos em laboratório a transformação de toda a cadeia – desde a onda até à produção de energia elétrica. Contudo, para chegar à fase comercial, o dispositivo tem de ser otimizado e testado a escalas sucessivamente maiores até instalarmos um projeto piloto no mar, só depois é que poderemos passar à fase de comercialização da tecnologia”, considerou.

Com esse objetivo, a equipa de investigadores da FCTUC – que integra, para além de José Lopes de Almeida, Fernando Seabra Santos, Aldina Santiago, Maria Constança Rigueiro e Daniel Oliveira – está a concorrer a financiamentos (com o apoio da UC Business, o Gabinete de Apoio de Transferência de Tecnologia da Universidade de Coimbra) – “que permitam efetuar uma instalação no mar, na costa portuguesa”.

Segundo a nota, este passo será “muito importante para testar, em condições reais, a performance do dispositivo e avaliar todas as condicionantes que poderão advir da sua instalação em ambiente marinho”.

A estimativa dos cientistas é a de que o dispositivo, quando estiver apto a ser instalado no mar, “evoluirá em competitividade, como ocorreu com a energia eólica”.

“Do ponto de vista concorrencial, tem um potencial comparável ao da energia eólica, embora o mercado não seja tão abrangente, com a vantagem de não ter impacto paisagístico, proporcionar maior previsibilidade na produção e se localizar no litoral, onde usualmente se concentra a maior parte da atividade económica”, referiu José Lopes de Almeida.

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Governo quer atrair multinacionais que pretendem sair da China

Ministro da Economia lembrou que guerra na Ucrânia está a fragmentar o mercado mundial e que há muitas multinacionais a relocalizarem as suas fábricas para fora da Ásia.

A confrontação entre os EUA e a Rússia e China “está a fragmentar o mercado mundial” e isso abre oportunidades para Portugal atrair multinacionais que estão na Ásia, nomeadamente na China, e querem relocalizar as suas fábricas no Ocidente, adiantou o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva.

António Costa Silva, Ministro da EconomiaHugo Amaral/ECO

“Isso é evidente na Alemanha. A Alemanha fez uma investigação às suas empresas e muitas delas querem relocalizar”, explicou Costa Silva na conferência CNN Portugal Summit. Mas como vai convencê-las a virem para cá? “Vamos convencer desde logo porque temos 600 empresas alemãs em Portugal”, respondeu o ministro.

Costa Silva disse que “a nível da inovação tecnológica há muitas coisas que se estão a passar no país” e que também a “questão fiscal está a ser tratada” para atrair as empresas estrangeiras.

Por exemplo, lembrou que a estratégia do Governo inclui “a redução diferencial do IRC para as empresas que reinvestem os seus lucros na sua atividade, que investem na inovação e para aquelas que investem na captação de mão-de-obra qualificada, sobretudo jovem”.

Segundo e terceiro trimestres bons, quarto será “diferente”

O ministro da Economia está a antecipar um “bom” crescimento no segundo trimestre e adiantou que o terceiro trimestre “também será bom, mas já a abrandar”. Relativamente ao quarto trimestre, vai ser “diferente”.

A OCDE estima um crescimento de 5,4% para 2022 e o Banco de Portugal aponta para uma subida de 6,3% do PIB e Costa Silva deseja que estas projeções se concretizem.

“Vamos ter um ano de 2022 que vai ser de forte convergência com a economia europeia. Temos de assegurar que estas projeções se materializam de facto. Temos todas as condições para o fazer”, disse.

Já “2023 vai ser mais difícil” por causa da grande incerteza geopolítica, considerou.

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Sonae Arauco integra consórcio europeu para aumentar integração de madeira reciclada na produção

Com um financiamento europeu de 12 milhões, o consórcio pretende encontrar soluções tecnológicas que permitam substituir em 25% as fibras virgens por fibras recicladas.

A Sonae Arauco vai integrar um consórcio europeu que, até 2026, pretende encontrar soluções tecnológicas que permitam substituir em 25% as fibras virgens agora utilizadas por fibras de madeira recicladas. O projeto I&D EcoReFibre reúne 20 organizações de sete países europeus e conta com um financiamento de 12 milhões de euros, no âmbito do programa Horizonte Europa.

“Os painéis de fibra de madeira são amplamente utilizados em mobiliário, design de interiores e construção, sendo que, atualmente, não há um método comercialmente viável para a sua reciclagem no pós-consumo”, lê-se no comunicado divulgado esta segunda-feira, revelando que a Europa é líder no fabrico deste produto, que atinge uma produção mundial de mais de 100 milhões de metros cúbicos por ano.

As tecnologias inovadoras a desenvolver incluem processos de triagem inteligente, um reator de impacto e melhorias no processo de refinação (TMP) existente. Os diferentes produtos finais a serem testados incluem painéis de partículas, blocos de construção biocompostos e CTB (painel fino cíclico), novos painéis de fibras de alta densidade e produtos de isolamento (painel flexível, painel rígido, isolamento a granel), informa a nota.

Para Adelaide Alves, diretora de inovação e de desenvolvimento de produto na Sonae Arauco, o projeto confere “uma ótima oportunidade para estendermos o ciclo de vida da madeira e os seus benefícios, nomeadamente em termos de retenção de CO2 [dióxido de carbono]“, acrescentando que o EcoReFibre vai também “procurar respostas para diminuir a quantidade de resíduos de madeira que continuam a ser queimados ou mesmo depositados em aterros, contrariando os princípios de uma economia circular.”

Stergios Adamopoulos, investigador da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas e coordenador do projeto, reforça a principal valência deste projeto inovador: “O EcoReFibre vai explorar um conceito em cascata para recuperar as matérias-primas dos painéis de fibras residuais, que depois ficarão disponíveis para reintegrar o processo industrial.”

“Os projetos piloto preveem a recolha de dados e o desenvolvimento de casos de estudo sólidos, que permitam que o EcoReFibre seja escalável, através de um investimento das empresas na implementação das tecnologias, equipamentos e dos processos desenvolvidos”, explica o comunicado.

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Fundação Vodafone Portugal capacita 60 refugiados ucranianos com competências linguísticas

A formação, que é gratuita, pretende capacitar os alunos com ferramentas básicas de integração social e cultural e para a procura de emprego. Hoje é o Dia Mundial do Refugiado.

Sessenta refugiados ucranianos acolhidos em Portugal estão até final de julho a frequentar cursos de língua portuguesa e inglesa, disponibilizados gratuitamente pela Fundação Vodafone Portugal. A formação pretende capacitar os alunos com ferramentas básicas de integração social e cultural e para a procura de emprego. As aulas diárias, que arrancaram em meados de abril, decorrem no edifício-sede, em Lisboa. Três cidadãos ucranianos irão iniciar projetos na empresa, adequados às suas competências e às especificidades do regime de proteção temporária. Hoje é o Dia Mundial do Refugiado.

“Desde a primeira hora do conflito, e perante a sua dimensão humana, que a Fundação Vodafone Portugal procurou responder, localmente e com os meios que tinha, às necessidades mais prementes dos cidadãos ucranianos deslocados. Acreditamos no elevado potencial das ferramentas linguísticas (no caso o português e o inglês), pelas portas que podem abrir a nível social e económico. E, por isso, quisemos disponibilizá-las aos que, através da Associação Ukrainian Refugees UAPT, nos procuraram”, afirma Luísa Pestana, presidente da comissão executiva da Fundação Vodafone Portugal e administradora da Vodafone Portugal, em comunicado.

A operadora, no edifício sede em Lisboa, instalou ainda atividades de tempos livres com educadoras de infância ucranianas e portuguesas para as 30 crianças a cargo dos alunos.

O programa está a ser desenvolvido em parceria com a Associação Ukrainian Refugees UAPT, entidade que contou igualmente com o apoio da Fundação Vodafone Portugal para o transporte humanitário, em avião, de cerca de 260 cidadãos ucranianos para Portugal, bem como de 17 dos seus animais de estimação. Adicionalmente a Fundação Vodafone, em parceria com outras instituições, transportou e doou 20 mil euros em medicamentos para a Ucrânia, e está a doar 50 cabazes de frutas e legumes a famílias de acolhimento, durante quatro meses, adquiridos junto de pequenos agricultores locais.

Além da capacitação linguística, os esforços do Grupo Vodafone e, localmente, da Fundação Vodafone Portugal e da Vodafone Portugal, já permitiram apoiar dezenas de cidadãos ucranianos, seja no seu transporte para Portugal, no fornecimento de bens e medicamentos ou, mais recentemente, através do recrutamento de ucranianos para o desempenho funções na empresa. No âmbito desta ação, na fase inicial foram selecionados três cidadãos ucranianos, que iniciarão projetos na empresa, adequados às suas competências e às especificidades do regime de proteção temporária.

“As ações de apoio a deslocados ucranianos, levadas a cabo em Portugal pela Vodafone, são parte integrante de um dos nossos pilares: inclusão para todos. E demonstram que a missão da nossa empresa, conectar pessoas, vai muito para lá dos serviços que prestamos através das telecomunicações. Com estas ações estamos a dar oportunidades e a ajudar a criar ligações com um futuro mais otimista a quem delas mais necessita, aqueles que viram a sua vida interrompida por causa de um conflito”, refere Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal e presidente da Fundação Vodafone.

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EasyJet reduz capacidade de voo para este verão por falta de trabalhadores no setor

  • Lusa
  • 20 Junho 2022

EasyJet reduz capacidade de voo por falta de trabalhadores. Perspetivas da companhia para o terceiro trimestre apontam agora para capacidade de transporte de 87% contra os 90% previstos, face a 2019.

A easyJet anunciou esta segunda-feira uma redução da sua capacidade de transporte este verão devido à grande escassez de funcionários no setor da aviação e para a evitar o caos que se tem verificado nas últimas semanas nos aeroportos.

“Haverá um custo do impacto” destas medidas, alerta a companhia aérea de baixo custo britânica em comunicado, sem avançar mais detalhes, mas acrescentando que as perspetivas a médio prazo continuam “atrativas”.

A easyJet destaca que as reservas continuam “fortes”, estando as do quarto trimestre do exercício (que termina em 30 de setembro) já no nível pré-pandémico de 2019.

As perspetivas da transportadora britânica para o terceiro trimestre, que termina em 30 de junho, apontam agora para uma capacidade de transporte de 87% face aos níveis do exercício de 2019, contra os 90% previstos até agora.

Tal representa um total de 140.000 voos, 22 milhões de passageiros e 550% da capacidade face ao mesmo período do exercício de 2021, quando as restrições ligadas à pandemia ainda paralisavam a maior parte do tráfego aéreo.

Já no quarto trimestre, de julho a setembro, a capacidade de transporte deverá ficar em torno de 90% do nível do exercício de 2019, contra os 97% até agora previstos.

No comunicado, a easyJet explica que, devido à retoma “sem precedentes” do tráfego aéreo no primeiro semestre de 2022, após o levantamento das restrições sanitárias, “a aviação na Europa enfrenta dificuldades operacionais” que incluem “atrasos no controlo do tráfego e falta de pessoal” nos aeroportos, o que tem levado a sucessivos atrasos e a cancelamentos de voos.

“Um mercado de trabalho muito pressionado em todo o setor, incluindo a tripulação de cabine, e o tempo cada vez maior para verificar as identidades” dos candidatos a empregos na aviação estão a dificultar os esforços para acelerar a oferta, acrescenta.

“Isto reflete-se nos limites de voos anunciados recentemente em dois dos nossos maiores aeroportos, Gatwick, em Londres, e Amesterdão”, sublinha.

O aeroporto de Gatwick anunciou na sexta-feira que estava a limitar o número de voos diários em julho e agosto para evitar uma repetição do caos registado nos aeroportos nas últimas semanas.

A Easyjet acredita que poderá transportar a maior parte dos passageiros afetados pelos cancelamentos em voos alternativos, “muitos no mesmo dia da reserva original”, e promete avisar os clientes com antecedência.

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Produção na construção cai 1,1% na Zona Euro em abril

Produção na construção recua 1,1% na Zona Euro e 1,2% na UE face ao mês anterior. Em Portugal a produção cai 1,2% face a março de 2022, e sobe 1,1% em termos homólogos.

A produção na construção caiu 1,1% na Zona Euro e 1,2% na União Europeia (UE) em abril, face ao mês anterior, avançou esta segunda-feira o Eurostat.

Em termos homólogos, a produção na construção cresceu 3% tanto na Zona Euro como na UE, avança a estimativa do gabinete estatístico europeu.

Evolução da produção da construção na Zona Euro e na União Europeia

Fonte: EurostatEurostat 20 junho 2022

Segundo os dados divulgados, entre os Estados-membros cuja informação está disponível, os maiores recuos homólogos mensais foram registados na Eslovénia com -7,4%, Hungria com -5,9% e Polónia a cair -5,1%. Já os maiores avanços em registo ocorreram em França com 1,2%, Finlândia com 0,9%, e Espanha com 0,2%.

Por sua vez, entre os Estados-membros cujos dados estão disponíveis, os maiores avanços anuais em registo foram observados em Itália com um crescimento de 16,9%, Polónia com 11,6% e Eslováquia com 7,7%. Por outro lado, os maiores recuos verificados ocorreram na Roménia, com uma queda de 8,1%, em Espanha com -3,8%, e na Eslováquia com -2,5%.

Em Portugal, a produção na construção desceu 1,2% face a março de 2022 e cresceu 1,1% em termos homólogos.

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Beatriz Caro de Sousa reforça equipa da Pares|Advogados

Beatriz Caro de Sousa vai integrar as áreas de Contencioso e Arbitragem e Direito Laboral e Segurança Social da Pares|Advogados.

A Pares|Advogados reforçou as áreas de Contencioso e Arbitragem e Direito Laboral e Segurança Social com a integração de Beatriz Caro de Sousa. A advogada transita da Gouveia Pereira, Costa Freitas & Associados, onde desenvolveu a sua atividade nos últimos três anos.

O novo reforço da Pares|Advogados passou ainda pela Andersen Tax & Legal – Nobre Guedes, Mota Soares & Associados, entre 2014 e 2019 (primeiro como estagiária e, posteriormente, como associada).

Beatriz Caro de Sousa é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa – Escola de Lisboa e possui um Curso de Extensão Universitária em Arbitragem pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

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Esforço de simplificação na Segurança Social tem 200 milhões do PRR. Abono de família será automático

O programa para a transformação digital na Segurança Social tem 85 medidas, entre as quais a atribuição automática de apoios e a dispensa de um conjunto de obrigações declarativas.

O Governo vai avançar com o Programa de Transformação Digital da Segurança Social, que terá um investimento de 200 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “O plano é ambicioso e abrangente, tem cerca de 85 medidas com investimento de 200 milhões de euros”, sinalizou o secretário de Estado da Segurança Social, em entrevista à RTP3.

“O que se pretende é o esforço de simplificação na Segurança Social”, explicou Gabriel Bastos. Entre as medidas, o secretário de Estado destacou a atribuição automática de prestações, como é o caso do abono de família, sendo que todos os anos há cerca de 200 mil pedidos deste apoio. Em causa está a “capacidade de articular entre várias áreas, com processos de interoperabilidade de dados, com base na informação de que já dispomos, e de forma proativa atribuir prestações”.

Esta medida surge então “no sentido de poder identificar situações em que necessidade de apoio e não ser tanto a pessoa ter conhecimento dos regimes, mas ser a Segurança Social ser capaz de identificar apoio de que necessita”, acrescenta.

Há também passos que dizem respeito à relação contributiva com as empresas, nomeadamente ao “dispensar um conjunto muito vasto de obrigações declarativas”, como a entrega de declarações de remunerações por parte das empresas por exemplo. Tal vai permitir uma “redução de custos de contexto”, sinalizou Gabriel Bastos.

Quanto à entrada em vigor deste programa, o secretário de Estado apontou que o “PRR tem um horizonte de quatro anos”, pelo que o Governo está a planear uma implementação faseada. Mesmo assim, “algumas medidas não terão que esperar por 2026”, assegurou.

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Alemanha e Áustria reativam centrais a carvão face a cortes no gás russo

Depois de a Rússia reduzir o fluxo de gás enviado através do Nord Stream, a Alemanha e a Áustria anunciaram medidas que visam mitigar os efeitos, entre elas, a reabertura de centrais a carvão.

Perante a redução do fluxo de gás proveniente da Rússia, a Alemanha e a Áustria avançaram com um conjunto de medidas para responder à decisão do Kremlin, que incluem aumentar o nível de armazenamento de gás, mas também o regresso ao uso do carvão para produzir eletricidade.

De acordo com o Financial Times, Berlim espera “aumentar significativamente” o recurso ao carvão para preservar o fornecimento de energia antes do inverno, uma vez que os cortes através do Nord Stream comprometeram os níveis de abastecimento necessários para enfrentar a época mais fria tanto no país, como no bloco europeu. A Alemanha tem como meta garantir níveis de armazenamento de 80%, até outubro, e 90%, até novembro. Neste momento, os reservatórios de gás do país situam-se em 56%.

O governo alemão anunciou no domingo que vai aprovar um conjunto de medidas para mitigar os efeitos negativos desta decisão, entre elas, uma lei de emergência para reabrir as centrais de carvão paradas, de forma a garantir a geração de eletricidade, bem como um sistema de leilão para incentivar a indústria a consumir menos gás, para que este possa ser depois armazenado.

Fonte do governo adiantou à Reuters que o executivo de Olaf Sholtz prevê incluir, também, uma linha de crédito avaliada em 15 mil milhões de euros para a operadora do mercado de gás na Alemanha, através do banco público KfW, encher os depósitos de armazenamento mais rapidamente, disse uma fonte do governo.

“É amarga [a decisão], mas nesta situação é essencial reduzir o consumo de gás”, frisou o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, do partido Os Verdes, acrescentando que incluir o carvão no mix energético do país pode adicionar até 10 gigawatts de capacidade em caso de uma situação crítica no fornecimento de gás. “É doloroso, mas é uma necessidade absoluta nesta situação reduzir o consumo de gás”, frisou.

Recorde-se que, na semana passada, a Gazprom, empresa estatal russa, avançou com a redução de 60% no fornecimento de gás natural à Alemanha através do Nord Stream. Além da Alemanha, também a Itália foi visada com um corte de 50% e, segundo o Financial Times, a lista inclui, também, a Eslováquia e a Áustria – país que anunciou também estar a preparar a reativação da produção elétrica a partir de carvão.

O chanceler austríaco anunciou que o Governo vai trabalhar com o grupo Verbund, o maior produtor de energia, para retomar a produção na central da cidade de Mellach. A central de Mellach foi a última unidade a carvão a operar na Áustria, tendo encerrado na primavera de 2020 no quadro da política de mudança para as energias renováveis.

“O governo federal e o grupo de energia Verbund concordaram em converter a central de aquecimento do distrito de Mellach (Styria), que está atualmente fechada, para que, em caso de emergência, possa novamente produzir eletricidade a partir de carvão (não gás)”, cita a Reuters o comunicado do escritório do chanceler austríaco, Karl Nehammer, publicado depois de uma reunião de crise do governo. A Áustria recebe cerca de 80% do gás da Rússia.

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China suspende voo direto a partir de Portugal após detetar casos de Covid-19 em passageiros

  • Lusa
  • 20 Junho 2022

O voo entre Lisboa e a cidade chinesa de Xi’an, operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, passa a estar suspenso por um mês a partir de 27 de junho.

As autoridades chinesas anunciaram esta segunda-feira a suspensão da ligação aérea entre Portugal e a China, pelo período de um mês, após detetarem dez casos de Covid-19, em 12 de junho, num voo oriundo de Lisboa.

Em comunicado difundido no seu portal oficial, a Administração de Aviação Civil da China informou que o voo entre Lisboa e a cidade chinesa de Xi’an, operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, passa a estar suspenso a partir de 27 de junho.

Os voos para a China estão sujeitos à política do “circuit breaker” (‘interruptor’, em português): quando são detetados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por duas semanas; caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês.

Ao abrigo da estratégia de ‘zero casos’ de Covid-19, a China mantém as fronteiras praticamente encerradas desde março de 2020. O país autoriza apenas um voo por cidade e por companhia aérea, o que reduziu o número de ligações aéreas internacionais para o país em 98%, face ao período pré-pandemia.

A ligação aérea entre Portugal e a China foi retomada precisamente no dia 12 de junho, com a frequência de um voo por semana, após ter estado suspensa durante mais de seis meses.

As autoridades de Xi’an, a capital da província de Shaanxi, no centro da China, suspenderam a ligação com Lisboa no dia 25 de dezembro passado, numa altura em que a região enfrentava um surto de Covid-19. A cidade só retomou este mês as ligações internacionais.

Quem chega à China tem que cumprir ainda uma quarentena de até três semanas, em instalações designadas pelo Governo.

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“Se for bem desenhada”, ferramenta anti-crise do BCE nunca vai ser usada, diz Centeno

Governador do Banco de Portugal considera que é preciso garantir que a crise económica que se desenha no horizonte não se transforme numa nova crise da dívida soberana.

“Se for bem desenhada”, a ferramenta anti-crise anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE) “nunca vai ser utilizada”, afirmou esta segunda-feira o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, considerando que é preciso garantir que a crise económica “que se desenha no horizonte” não se transforme numa nova crise da dívida soberana.

Mário Centeno, Governador do Banco de PortugalHugo Amaral/ECO

“Do ponto de visto de um banco central, temos de garantir que esta crise económica que se desenha no horizonte – que é uma ameaça – não se transforme numa crise financeira”, afirmou Centeno na conferência CNN Portugal Summit.

Para o governador, esse risco de uma crise financeira passa por uma “fragmentação da Zona Euro” e por um cenário “em que de as condições de financiamento não estão disponíveis para todos os setores em todas as jurisdições”.

O BCE anunciou na semana passada que vai criar uma ferramenta “anti-fragmentação”, depois da subida expressiva das taxas de juros das dívidas da periferia em relação à dívida alemã.

“Vai haver um novo seguro que só será utilizado em caso de necessidade”, explicou Mário Centeno sobre este novo escudo anti-crise que irá “introduzir disciplina no mercado quando os diferenciais da dívida estarão para além dos fundamentos económicos”.

O governador colocou o “ónus” do sucesso deste instrumento no Eurosistema, considerando que “se for bem desenhado, nunca vai ser utilizado” na medida em que “só a mera existência” da ferramenta vai prevenir determinados comportamentos dos investidores.

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Guerra, inflação, juros?

  • BRANDS' ECO
  • 20 Junho 2022

A economia está a arrefecer e os riscos a aumentar. Mas isso não é razão para as empresas se retraírem nas operações.

Nenhuma empresa precisa de perder negócios com receio da incerteza. “Nem um euro”, desafia Didier Monteiro, especialista em gestão de risco. E isso é ainda mais verdade “num período de grandes incertezas” como o atual. “O que é preciso é conhecer bem o seu parceiro de negócios. E nós fazemo-lo quase em tempo real”.

Didier Monteiro é presidente da Urios, empresa especializada em apoiar empresas a gerir risco “para que possam ganhar mais negócios.” E é por conhecer bem a realidade nacional e internacional que o gestor afirma que “todos os dias se perdem negócios, contratos, vendas, porque a conjuntura é adversa e há por vezes desconhecimento de ferramentas de cobertura de risco”, completa. E reforça: “Encontro muitas empresas que ficam surpreendidas quando percebem que podem ter informação atualizada e credível dos seus clientes ou fornecedores, ou que erradamente assumiam que os seguros de crédito não eram para elas, ou que os utilizavam mas desconhecendo que podiam complementá-los com novas coberturas”.

Das grandes empresas às PME portuguesas, “muitas empresas desaproveitam coberturas de risco por julgarem que não estão ao seu alcance, por causa da sua dimensão ou pelo seu nível de risco”, esclarece Didier Monteiro.

Mais personalizados, mais tecnológicos, mais portugueses

Com 25 anos de experiência, a Urios está em França e em Portugal, onde tem sede na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e um centro de competências na Batalha com quadros altamente qualificados na análise de risco. Didier Monteiro, o presidente, e Adeline Lobey-Monteiro, diretora-geral, lideram uma equipa de mais de cem colaboradores, faturando 20 milhões de euros em 2021, com uma margem de EBTIDA de 20%.

A empresa está a investir, expandindo os seus próprios negócios. “As oportunidades existem porque as necessidades dos clientes existem”, define Didier Monteiro. “A pandemia desequilibrou as cadeias logísticas, a guerra na Ucrânia trouxe inflação e taxas de juro mais altas. Tudo isto pode fazer retrair empresas. O que propomos é o contrário: fazerem operações com confiança”. Para isso, a Urios tem como operações fundamentais os estudos financeiros, os seguros de risco e o reverse factoring.

Informação quase em tempo real

“Não trabalhamos com bases de dados antigos”, diferencia-se Didier Monteiro. “Os nossos clientes querem saber a capacidade financeira atual dos seus parceiros, porque as decisões são tomadas hoje, sobre a possibilidade de fazer contratos, receber pagamentos e respeitar prazos.” É aí que a Urios se destaca de empresas que vendem informação automática de bases de dados, que respondem a 80% dos casos. “Em 20%, essa informação não é suficiente. Nós atuamos nesses 20%.”

O presidente da Urios explica como: “A nossa equipa de analistas financeiros contacta diretamente os parceiros dos nossos clientes, recolhem informação e analisam-na. Caso a caso. Em quatro ou cinco dias temos uma a resposta para o cliente”. A empresa faz “30 trinta mil bons estudos por ano”, quantifica. De empresas de Portugal e França, mas também de Espanha, Alemanha, Reino Unido, Brasil ou de países como a Arábia Saudita.

Para transações internacionais, a Urios especializou-se em processos KYC – Know Your Costumer, padrão de verificação de identidade de clientes, que se tornou imprescindível nos negócios internacionais, para gerir risco, evitar fraudes e garantir transparência entre parceiros.

Se isso é essencial até para trabalhar com empresas desconhecidas, “também é importante termos informação para as que conhecemos”, ressalva Didier Monteiro: “Muitas insolvências acontecem com pessoas que os gestores conhecem bem e em quem confiam. Mas nada é mais seguro que informação atualizada e rigorosa”.

Didier Monteiro, o presidente, e Adeline Lobey-Monteiro, diretora-geral

Seguros de crédito até para o que não espera

Além de estudos financeiros, a Urios oferece seguros de risco, “mas não só os tradicionais que outras empresas oferecem”, explica o gestor, insistindo na especialização dos serviços da Urios.

Primeiro, “a nossa informação é mais atualizada. É essa a nossa vantagem face aos nossos concorrentes. Até porque muitas das empresas no mercado de seguros de crédito focam-se nos ‘seguros fáceis’ e ignoram o resto, porque não tem visibilidade ou o risco já é demasiado elevado. E nós focamo-nos também nesse tipo de risco”, aponta.

“Há uma ideia, falsa, segundo a qual um seguro só segura os bons créditos e não os mais complicados. Os nossos seguros permitem às empresas portuguesas escolher exatamente os clientes com quem querem seguro”, explica. “Esta oferta não estava muito desenvolvida em Portugal. Chamamos-lhe ‘single risk’: uma oferta específica, para um prazo específico, para um cliente específico”.

“São seguros complicados”, reconhece Didier Monteiro, “mas não tratamos essas empresas como risco-lixo, estudamo-las e criamos soluções para elas”. Em 2021, a Urios geriu “mais de 200 milhões de euros em cobertura e só fizemos 200 mil euros de indemnização. Quer melhor indicador?”, sorri. “São dossiers tão específicos que não podem passar por bases de dados, exigem total dedicação.”

Dos 30 mil estudos realizados em 2021, 2.500 deram um passo adicional para pedidos de garantia, dos quais a Urios aprovou dois mil. “A taxa de aceitação dos clientes é de 80%”.

Outra mais-valia está na complementaridade de seguros de crédito. “É uma oferta muito importante que fazemos: por exemplo, uma empresa consegue um seguro de crédito de 50 mil euros mas precisa de 100 mil. Nós conseguimos dar um seguro complementar para os outros 50 mil.”

Sendo um trabalho tão específico e dedicado, é caro? Didier Monteiro responde com um sorrido: “Parece mais caro, porque são dossier complicados, mas é mais barato do que perder negócios. Além disso, há operadores no mercado que limitam plafonds de indemnização a empresas. Nos nossos estudos, não fazemos limites globais, mas plafonds individuais para cada estudo. Isso cria mais oportunidades ao cliente e acaba por baixar o preço”.

Receba a pronto pagamento

O terceiro produto principal da Urios é o reverse factoring: “É um produto que permite que o cliente faça uma venda por exemplo a 60 dias e receba a pronto, por intermédio de um banco que adianta o pagamento”.

Nesta operação, “Todos ganham”, sustenta Didier Monteiro. “O cliente mantém o prazo de pagamento, o banco ganha uma taxa de desconto, e o fornecedor recebe a pronto, reduzindo o risco e negociando descontos de pronto pagamento melhores do que a taxa a pagar ao banco”.

Como se consegue esta alquimia? A resposta está de novo na qualidade da análise de risco. “Damos aos bancos uma garantia sobre o cliente, depois de estudar as suas condições financeiras”, responde Didier Monteiro.

Esta metodologia começou por dirigir-se a grandes companhias, mas a Urios criou um posicionamento também para PME. Como devem as empresas abordar esta proposta? “O que é importante é poder chegar à sua empresa e dizer: há um produto que nos permite pagar aos fornecedores, sem impacto na nossa tesouraria e que permite negociar melhores preços”. E custos? “Na prática, o programa não custa quase nada porque está autofinanciado pelo desconto dos fornecedores”.

A Urios continua a crescer em Portugal e nos mercados internacionais. A empresa tem clientes como a Cartier, Louis Vuitton, L’Oreal, BP, Rolls Royce, Vinci ou as Galeries Lafayette. Nos seguros de crédito, trabalha como grandes operadores como a norte-americana AIG

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