Costa quer atrair árabes para compra de dívida portuguesa

  • Lusa
  • 8 Maio 2017

Depois de Mário Centeno ter admitido uma emissão de dívida em moeda chinesa, agora foi o primeiro-ministro a sublinhar necessidade de diversificar origem geográfica dos credores de Portugal.

António Costa está esta segunda-feira de visita oficial ao Qatar.

O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que a diversificação dos credores da dívida portuguesa é essencial para reduzir os encargos com juros e colocou os investidores árabes na primeira linha dos objetivos de “gestão ativa” da dívida soberana nacional.

António Costa falava aos jornalistas em Doha, a meio da sua visita oficial de 24 horas ao Qatar, depois de um almoço oferecido pelo seu homólogo, Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani, que teve como entrada salada de lagosta, seguida de carne de camelo.

Questionado sobre a presença da presidente do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), Cristina Casalinho, em Doha (que não tinha sido antes divulgada), o líder do executivo português referiu que o Governo “está a fazer uma forte aposta na redução dos encargos com a dívida”, sendo uma das vias a procura de novos investidores.

“Estamos aqui [no Qatar] a trabalhar com investidores do mundo árabe nessa perspetiva”, completou.

No que respeita à gestão da dívida, o primeiro-ministro referiu que, em particular, Portugal está a fazer “um esforço da redução da dívida contraída junto do FMI [Fundo Monetário Internacional], que tem taxas juro muito elevadas”.

“Portanto, temos procurado diversificar os nossos credores, de forma a obtermos melhores condições de mercado”, justificou.

De acordo com António Costa, a melhor forma de Portugal “reduzir os custos da dívida para o dia-a-dia dos portugueses e de se libertarem recursos para onde é necessário investir passa pela existência de uma gestão ativa da dívida”.

Também neste objetivo do Governo de diversificar os credores, Costa apontou que o ministro das Finanças, Mário Centeno, esteve recentemente na China, “apresentando aos investidores chineses o quadro de oportunidades” a este nível.

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