BCP e EDP atiram Lisboa para o vermelho

  • Rita Atalaia
  • 11 Setembro 2017

A praça lisboeta abriu no verde, impulsionada sobretudo pelos ganhos da Jerónimo Martins. Mas o índice nacional inverteu rapidamente, pressionado pelas perdas do BCP e do grupo EDP.

A praça lisboeta abriu no verde. Mas os ganhos rapidamente deram lugar às perdas, com o índice de referência nacional a ser pressionado pela queda expressiva do BCP mas também pelas descidas no grupo EDP. No resto das praças europeias, o dia deve ser dominado pela cautela dos investidores. Isto depois de a Coreia do Norte ter ameaçado retaliar contra os EUA caso decidam avançar com mais sanções.

O índice de referência nacional, o PSI-20, arrancou a sessão a subir perto de 0,1%, mas já entrou no vermelho. A praça lisboeta recua 0,19% para 5.091,81 pontos. Um mau desempenho que reflete a queda de 2,65% para 20,61 cêntimos do BCP. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado já caem mais de 20% desde os máximos de julho e chegaram a estar abaixo dos 19 cêntimos na semana passada.

BCP cede mais 2%

Ainda do lado das perdas, a EDP perde 0,03% para 3,25 euros, enquanto a subsidiária EDP Renováveis recua 0,04% para 6,95 euros. No setor energético, apenas a Galp Energia consegue escapar a esta maré vermelha, subindo 0,14%, num dia de ganhos para os preços do petróleo nos mercados internacionais. A Jerónimo Martins também está a valorizar — acelerando 0,30% para 16,65 euros — mas nem os ganhos da retalhista foram capazes de manter o PSI-20 à tona de água.

No resto da Europa, o tom é de cautela. Os investidores ainda estão a digerir o impacto do furacão Irma nos EUA, mas também estão atentos à tensão entre a Coreia do Norte e os EUA. Pyongyang já avisou que vai retaliar caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprove uma proposta dos EUA para aplicar sanções mais duras à Coreia. Isto depois de ter realizado o sexto e mais potente teste nuclear. O regime de Kim Jong Un diz “estar a acompanhar os movimentos dos EUA com atenção”.

(Notícia atualizada às 08h26 com mais detalhes)

 

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCP e EDP atiram Lisboa para o vermelho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião