A manhã num minuto

Não sabe o que se passou durante a manhã? Fizemos um vídeo que reúne as notícias mais relevantes, em apenas um minuto.

O Governo prometeu que a baixa do IRS seria feita em dois anos. Se em 2019 fizer refletir na totalidade os novos escalões de IRS, um português que ganhe 1.500 euros receberá mais 6,75 euros mensais.

Sociedades de Investimento de Gestão Imobiliária poderão participar em projetos de construção e reabilitação de imóveis para habitação, mas não só. Têm de distribuir 90% dos lucros.

Os bancos e as financeiras disponibilizaram 629 milhões de euros em crédito ao consumo, em novembro, uma quebra face ao mês anterior e em termos homólogos.

Apesar deste abrandamento, os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros continuam a aumentar, o que significa que os turistas pagam cada vez mais para ficar em Portugal.

Em 2017, cerca de 15% dos pensionistas em Portugal estavam em risco de pobreza. O valor está um ponto percentual acima da média da União Europeia.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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António Costa
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