Media Capital aconselha acionistas a rejeitarem OPA da Cofina

A Media Capital considera que o preço oferecido pela Cofina, 41,5 cêntimos por ação, não reflete o valor da empresa. Além disso, denuncia as notícias dos meios da Cofina para atacar a Media Capital.

A administração da Media Capital aconselha os acionistas da empresa de media a rejeitarem a Oferta Pública de Aquisição lançada pela Cofina a 41,5 cêntimos por ação. “O Conselho de Administração da Media Capital considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da Sociedade e que o prémio implícito na Oferta é baixo considerando a prática seguida no mercado nas situações onde existiu aquisição de controlo. Portanto, o Conselho de Administração não pode recomendar que os acionistas vendam as suas ações ao preço oferecido”, lê-se no comunicado divulgado ao mercado.

A resposta da administração da empresa que é dona da TVI é particularmente assertiva. Além de questionar o preço oferecido para uma tomada de controlo da empresa, ao contrário da operação que foi feita com Mário Ferreira, a administração da Media Capital recorda que “é notória a recuperação, tanto da quota de audiência como do mercado de publicidade nos últimos meses do 1º semestre de 2020”. Além disso, a administração da Media Capital assinala as contratações realizadas nos últimos meses, numa referência implícita a Cristina Ferreira, que saiu da SIC para a TVI.

A Cofina, recorde-se, alterou as condições e o preço de uma anterior oferta de aquisição sobre a Media Capital, desta vez para a totalidade do capital e a 41,5 cêntimos por ação. A administração da Media Capital — empresa controlada pelos espanhóis da Prisa com cerca de 65% do capital — comprara também a revisão de preço oferecida pela Cofina nesta oferta com a que tinha lançado em dezembro do ano passado, de 70%, quando a redução de valor da cotação de outros grupos de media comparados caíram 40%.

Na resposta à OPA, a Media Capital também ‘destrói’ a oferta por não apresentar qualquer plano estratégico para o futuro da companhia. “A trajetória da Cofina não permite garantir a credibilidade no mercado nem uma estratégia sustentável no âmbito dos media, tendo dado recentemente sinais contraditórias e abortado ultimamente a transação Anunciada Preliminarmente na sequência da celebração do contrato de 20 de setembro de 2019, de compra e venda de acções com a Promotora de Informaciones, S.A. (“Prisa”)”.

A Media Capital não se limita a rejeitar a OPA por causa do preço ou da ausência de um plano estratégico. “Após renunciar ao acordo e a subsequente transação nos termos anunciados preliminarmente a 21 de setembro de 2019, a Cofina iniciou uma estratégia publica de desvalorização do Grupo Media Capital utilizando as suas publicações, para veicular de forma reiterada noticias negativas do Grupo Media Capital e dos seus acionistas, visando evidentemente lesar a sua imagem e credibilidade dos seus principais ativos”, lê-se na resposta divulgada esta sexta-feira à noite.

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