Fórum para a Competitividade prevê que PIB cresça 3,5% a 4,5% em 2021

  • Lusa
  • 7 Outubro 2021

O Fórum para a Competitividade refere que “o terceiro trimestre iniciou-se com uma subida de casos de Covid, que obrigou ao regresso de medidas de confinamento, com evidentes repercussões económicas”.

O Fórum para a Competitividade estima que no terceiro trimestre o PIB português tenha crescido 2% a 4% em cadeia e 3,5% a 5,5% em termos homólogos, prevendo uma progressão de 3,5% a 4,5% em 2021.

“A economia apresentou uma evolução limitada no terceiro trimestre, com confinamentos e recuperação parcial no turismo, pelo que o Fórum para a Competitividade estima que o PIB [Produto Interno Bruto] tenha crescido entre 2% e 4% em cadeia e entre 3,5% e 5,5% em termos homólogos”, lê-se na Nota de Conjuntura de agosto da instituição, divulgada esta quinta-feira.

“Com base nos valores revistos do INE [Instituto Nacional de Estatística], com recuperação gradual e afastados os cenários mais gravosos, estimamos um crescimento para o conjunto do ano de 2021 entre 3,5% e 4,5%”, acrescenta.

Conforme nota o Fórum, “com a revisão em baixa do PIB de 2020, que caiu 8,4% [contra os anteriormente estimados 7,6%], Portugal passou da quarta para a terceira recuperação mais atrasada da União Europeia, só melhor do que a de Espanha e Malta”.

Para justificar a sua estimativa de evolução do PIB entre julho e setembro, o Fórum para a Competitividade refere que “o terceiro trimestre iniciou-se com uma subida de casos de Covid, que obrigou ao regresso de medidas de confinamento, com evidentes repercussões económicas”.

“Ao longo do trimestre, houve um aligeirar de restrições, mas que só foram levantadas a 1 de outubro”, recorda.

De acordo com o organismo, “na indústria chegou a haver quedas de produção, também potenciadas por outros dois problemas que marcaram o trimestre: a subida dos preços da energia e os constrangimentos à produção pela escassez de componentes”, enquanto, “no turismo, prosseguiu a recuperação dual: as dormidas de residentes atingiram um novo máximo histórico em agosto, mas as de não residentes ficaram a pouco mais de metade dos níveis pré-pandemia”.

O Fórum nota ainda que, “em termos externos, também houve alguma perda de dinamismo, partilhando as restrições decorrentes da evolução dos preços da energia e das dificuldades de abastecimento, quer devido à produção de bens intermédios quer ao próprio transporte”.

No que se refere aos próximos meses, “o quarto trimestre inicia-se sob a ameaça da subida dos preços da energia e o final das moratórias, num ambiente de recuperação internacional e nacional com algumas limitações”, refere.

Algumas empresas foram fortemente afetadas pelo preço da energia, mais grave em Portugal, que apresentou, em setembro, o segundo preço da eletricidade da Europa continental e 15% acima da média. Também o setor automóvel enfrenta problemas, com origem sobretudo na falta de componentes, falando-se no regresso aos ‘lay-offs’”, explica o Fórum para a Competitividade.

Quanto ao fim das moratórias, considera que “deverá ocorrer sem sobressaltos de maior, ainda que possa gerar algumas insolvências e desemprego”.

Neste contexto, e já tendo como base os valores revistos do INE, o Fórum estima um crescimento para o conjunto do ano de 2021 entre 3,5% e 4,5%.

Em 2022, antecipa que “deve prosseguir o retomar da normalidade nos diferentes setores, aproximando-se ou ultrapassando mesmo os valores anteriores à pandemia, com a exceção do turismo, que só os deverá alcançar em 2023”.

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