“Ministra da Saúde é um ativo tóxico”, afirma Ventura. IL diz que “não é a demissão da ministra” que resolverá problema da saúde

Líder do Chega critica Marcelo por "desaparecer" e não exigir respostas. Liberais dizem que Governo "ainda não teve a coragem para decidir e para decidir começar a reformar o sistema de saúde".

André Ventura disse esta segunda-feira que a “ministra da Saúde é um ativo tóxico do Governo” e garante que se fosse o Chega a governar Ana Paula Martins “já não estava em funções”. O líder do partido critica ainda o Presidente da República por “desaparecer” e não exigir respostas.

Quantas mais pessoas vão ter que morrer em Portugal por falta de acesso à saúde até que algum político assuma essa responsabilidade?“, questiona o líder do partido, depois de uma grávida ter morrido na sexta-feira no Hospital Amadora Sintra.

O líder do partido considera que o “primeiro-ministro que tem que assumir essa responsabilidade” e que cabe também ao “Presidente da República chamar à responsabilidade do Governo nesta matéria”

Temos um presidente da República que desapareceu até porque o Governo é da sua cor política e acha que não tem que exigir responsabilidade”, afirma Ventura. “Todos nós assistimos durante vários anos a um Presidente da República que em relação a outros ministros e ministras da Saúde criticava, exigia responsabilidade”, assinalou.

André Ventura classificou o setor da saúde como “desastrosa” e a “cair aos bocados”, numa altura em que a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ter instruído os hospitais públicos a cortarem na despesa no próximo ano, mesmo que isso implique abrandar o ritmo crescente de cirurgias, consultas e outros cuidados.

“O Governo vai desinvestir na saúde neste Orçamento do Estado e as pessoas continuam a morrer na área, provavelmente, mais importante de todas, que é a saúde”, realça o presidente do Chega.

O primeiro-ministro insistiu esta segunda-feira que o sistema de saúde precisa de “otimizar recursos” para “melhorar resultado financeiro”, criticando que se tenha “instalado uma grande querela comunicacional em Portugal porque se disse algo simples e óbvio”.

Chega acusou ministra da Saúde de nunca assumir responsabilidades políticas

André Ventura pede à ministra da Saúde que “assuma a responsabilidade” pelas falhas no Serviço Nacional de Saúde. O líder do Chega insista que Ana Paula Martins “nunca devia ter entrado neste Governo”, justificando que “é alguém que permanentemente não assume a responsabilidade que tem”.

“Se a ministra não percebe isso e acha sempre que a responsabilidade é a de terceiros, está errada quanto à sua cultura democrática, à sua natureza democrática e àquilo que os portugueses querem”, afiança o líder do partido, recordando que “só este ano já nasceram 60 bebés fora de maternidades”.

Este pedido de André Ventura surge no mesmo dia em que a ministra da Saúde aceitou o pedido de demissão do presidente do Conselho de administração do Hospital Amadora-Sintra, depois da informação pouco rigorosa transmitida neste caso.

IL diz que “está na hora de reformar o sistema de saúde em Portugal”

O líder parlamentar da IL disse esta segunda-feira que “está na hora de reformar o sistema de saúde”, argumentando que “há mesmo um problema de fundo”.

“O Governo tem razão quando diz que os problemas vinham do Partido Socialista, mas a verdade é que o Governo, à data, ainda não tomou as decisões, ainda não teve a coragem para decidir e para decidir começar a reformar o sistema de saúde”, criticou Mário Amorim Lopes em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Contrariamente a André Ventura, Mário Amorim Lopes acredita que “não é a demissão da ministra que vai resolver o problema da saúde”, mas sim reformar o sistema. “A ministra tem que decidir se tem a capacidade para o fazer e se tiver essa capacidade muito bem, é isso que os portugueses precisam”, conclui.

(Notícia atualizada com mais informação)

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