Caixa congela comissões e reforça aposta em balcões para PME

Banco público confirmou que não irá mexer nas comissões bancárias no próximo ano. Também anunciou aumento do número de balcões dedicados às empresas.

Paulo Macedo já tinha levantado o véu e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) confirma agora: não haverá mexidas no preçário no próximo ano, algo que acontece pelo quarto ano seguido no banco público.

Em comunicado, a Caixa destaca que a manutenção das comissões sobre serviços entre 2023 e 2026 coincide com um período em que a inflação disparou e que, no final do dia, representará uma “redução do valor real das comissões cobradas” de mais de 10%.

“A Caixa tem um ambicioso plano estratégico até 2028. Os nossos clientes desempenham, nesse plano, um papel central. Em 2026, a CGD não aumentará, na sequência do que já fez nos últimos anos, o custo dos serviços que presta aos seus clientes, reduzindo o seu preçário em termos reais, reforçando no preço a sua competitividade”, adianta Paulo Macedo, presidente do banco, citado no comunicado enviado às redações.

Em novembro, aquando da apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano, Paulo Macedo revelou não havia a intenção “de aumentar de forma generalizada as comissões”, mas teria de “ver uma a uma” e comparar com a concorrência. “Estamos tranquilos com os valores de comissões que temos, mas estamos a ficar desfasados dos outros bancos”, afirmou, explicando que o banco público está a ficar mais dependente dos rendimentos de juros do que de comissões em comparação com o setor.

Ao mesmo tempo, o banco público anunciou que vai aumentar o número de Gabinetes de Empresas que servem sobretudo Pequenas e Médias Empresas (PME), com vista a reforçar a ligação a este segmento de clientes. No final do terceiro trimestre de 2025, a rede de retalho era composta por 486 agências e 26 gabinetes de empresas.

A Caixa apresentou lucros recorde de 1,4 mil milhões de euros até setembro, subindo mais de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. As comissões estabilizaram nos 440 milhões de euros, apesar de o volume de negócios ter crescido 10%. Prepara-se para entregar ao Estado um dividendo de mil milhões no próximo ano.

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