Crédito à habitação. Mais de metade da garantia pública para jovens já foi usada
Do envelope de 1,2 mil milhões de euros disponibilizados pelo Estado no âmbito da garantia para jovens na compra de casa, 52,8% já tinha sido usado até novembro.
Mais de metade da linha de 1,2 mil milhões de euros da garantia pública para os jovens no acesso ao crédito à habitação já tinha sido utilizada até final de novembro.
No decurso dos primeiros nove meses do ano, os bancos usaram 626 milhões de euros da garantia disponibilizada pelo Estado há um ano, o que corresponde a uma taxa de utilização de 52,8%, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.
Tal execução já permitiu a celebração de 22,9 mil contratos de crédito, num total de 4,5 mil milhões de euros. “Estes contratos corresponderam a 42,0% do número de contratos e 44,4% do montante contratado, no mesmo período, por jovens até aos 35 anos”, segundo o supervisor.
Já considerando o total do crédito concedido até novembro pelo sistema financeiro para aquisição de habitação própria e permanente, os contratos com garantia pública representaram 23,2% do número de contratos e 26,5% do montante de crédito concedido.
Só em novembro foram celebrados 2,5 mil contratos, num total de 522 milhões, diminuindo cerca de 5% em relação a outubro.
Montante dos contratos de crédito à habitação própria com garantia do Estado

Como funciona?
A garantia pública destina-se a jovens entre os 18 e os 35 anos que pretendam adquirir a sua primeira habitação própria permanente. Os candidatos têm de cumprir cumulativamente vários requisitos, incluindo auferir rendimentos que não ultrapassem o 8.º escalão do IRS e não ser já proprietário de uma outra casa.
A garantia pública tem o intuito de ajudar a viabilizar o financiamento de um prédio urbano ou de fração autónoma de prédio urbano em transações até 450 mil euros. Este limite aplica-se ao valor mínimo entre o preço de aquisição e o valor da avaliação do imóvel.
O Estado garante até 15% do valor da transação do imóvel. Por exemplo, numa casa de 200 mil euros, a garantia do Estado pode ir até 30 mil euros. No entanto, esta percentagem é ajustada proporcionalmente se o banco financiar menos de 100% do valor da transação.
(Notícia atualizada às 11h44)
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