Apoios à indústria e defesa do Banco de Fomento decididos até final do mês

"Estamos agora na formalização dessas aprovações, mas queremos ser ágeis e comunicar as aprovações formais entre o final de janeiro e início de fevereiro”, disse Gonçalo Regalado.

O Banco de Fomento já tem quase 95% das candidaturas aprovadas na área da defesa e da reindustrialização no âmbito do novo instrumento financeiro para a inovação e competitividade (IFIC). As aprovações deverão ser comunicadas no final do mês, anunciou o CEO do banco esta sexta-feira.

Estamos agora na formalização dessas aprovações, nomeadamente dos indicadores mais técnicos, mas queremos ser ágeis e comunicar as aprovações formais entre o final de janeiro e início de fevereiro”, disse o presidente executivo do Banco de Fomento num almoço-debate com CFO organizado pela consultora Ernest & Young.

Recebemos 5.067 mil candidaturas e 2.705 milhões de euros de investimento empresarial e, infelizmente, tivemos de cancelar antes do prazo a submissão de candidaturas porque a procura superou muitas vezes a oferta”, explicou Gonçalo Regalado, tal como o ECO avançou a 19 de novembro.

O apetite das empresas por estes apoios consumiu já a totalidade do reforço de 617 milhões de euros do IFIC no âmbito da reprogramação do PRR entregue em Bruxelas no último dia de outubro. O instrumento financeiro foi criado inicialmente com 315 milhões de euros, mas com a libertação de verbas de projetos que não iriam ficar prontos a tempo tendo em conta os prazos do PRR, foram alocados mais 617 milhões que têm mais tempo para ser executados, não estando limitados pelo prazo limite de 31 de agosto de 2026.

Em causa estão três avisos: um para defesa e outro para a reindustrialização, para grandes empresas, e outro para Inteligência Artificial nas PME com subvenções que vão até 80% dos projetos.

Ao nível da indústria foram recebidas 195 candidaturas, num investimento total de 1,42 mil milhões de euros; na defesa foram submetidas 82 candidaturas que representam um investimento de 260 milhões e na Inteligência artificial foram submetidas 4.771 candidaturas num investimento de 1,01 mil milhões de euros. Neste caso, a avaliação das candidaturas será conhecida em fevereiro, segundo o CEO do BPF.

E para garantir o investimento das empresas – “porque os empresários só investem com dinheiro na conta”, diz Regalado – o BPF junta a esta subvenção uma garantia pública.

Assim, os projetos de IA beneficiam de uma subvenção de 75% e, como vão mais pequenos (o ticket médio é de 211 mil euros), recebem uma garantia pública que pode ir até 400 mil euros por empresa. Já os projetos na área da defesa e da indústria recebem 30% de subvenção e uma garantia pública de 50%. “Ou seja, todos os projetos vão ter no mínimo 80% de apoio público”, rematou o responsável.

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