Marques Mendes assume total responsabilidade e não declara apoio a ninguém para a segunda volta
Candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP assume por inteiro a derrota das presidenciais e não vai fazer recomendação de voto para a segunda volta, que terá lugar a 8 de fevereiro.
Luís Marques Mendes assume a total responsabilidade pela derrota das eleições presidenciais, procurando que os resultados não contaminem o Governo. O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP não recomenda voto na segunda volta.
“Tomei a decisão de me candidatar depois de uma reflexão pessoal, cívica e política, e depois de mais de 40 anos de vida pública. Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro a responsabilidade por este resultado. A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha“, disse o candidato presidencial, durante a declaração de reação aos resultados eleitorais, sem direito a perguntas, no hotel Sana Malhoa, em Lisboa, onde acompanhou a noite eleitoral.
Luís Marques Mendes foi o primeiro candidato a falar, entre os cinco à frente nas sondagens, tendo nas primeiras filas a família, o ministro da Economia, Castro Almeida, o mandatário nacional da sua candidatura, Rui Moreira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio.
Marques Mendes procurou fazer contenção de danos para que a leitura da derrota não contamine o Governo. “Esta candidatura, como disse, só a mim responsabiliza”, salientou.

O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP adiantou que não apoiará publicamente nenhum dos dois candidatos que passarem à segunda volta: António José Seguro e André Ventura. “Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato, que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou dono dos votos que em mim foram depositados“, esclareceu.
Neste sentido, salientou que cada um dos que votaram em si “decidirá, na altura própria, de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência”.
Marques Mendes saudou ainda os portugueses que foram votar este domingo. “Vivi a transição para a democracia em 25 de abril em 1974 e uma eleição, quer seja mais ou menos sorridente para cada candidato, é sempre uma conquista para Portugal, uma conquista da democracia”, disse, garantindo que não fica “amargurado” ou “ressentido” com o resultado.
“Não guardo qualquer mágoa ou rancor”, afirmou, numa declaração na qual agradeceu o apoio da família, sobretudo da mulher, Sofia, mas também de Rui Moreira, Duarte Marques e dos “jovens”.
Com 98% dos votos contados, Luís Marques Mendes reúne 11,56% dos votos, ficando atrás de Henrique Gouveia e Melo. António José Seguro é o mais votado nestas eleições, seguido por André Ventura.
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