Subida do preço do ouro mostra que “incerteza é novo normal”, alerta FMI
Kristalina Georgieva sublinhou que, em tempos de incerteza, pessoas e empresas tendem a apoiar-se no que é familiar, sublinhando que o ouro é conhecido como uma reserva de valor fiável.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, defendeu esta segunda-feira que a subida do preço do ouro demonstra que a “incerteza é o novo normal”.
“Quando digo que a incerteza é o novo normal, o preço [do ouro] demonstra-o claramente”, afirmou Kristalina Georgieva, num evento organizado pelo centro de estudos Bruegel. O preço do ouro, impulsionado pela instabilidade mundial e pela desvalorização do dólar, atingiu hoje um novo máximo histórico, ultrapassando os 5.100 dólares por onça (4.343 euros) antes da abertura do mercado.
Às 08:00, o metal precioso, considerado um ativo de refúgio seguro, atingiu um novo recorde de 5.109,73 dólares, duplicando o seu valor em apenas um ano e meio – por ter passado de 2.508,1 dólares em 16 de agosto de 2024 para o atual patamar dos 5.100 dólares. Georgieva sublinhou que, em tempos de incerteza, pessoas e empresas tendem a apoiar-se no que é familiar, sublinhando que o ouro é conhecido como uma reserva de valor fiável.
Desde o início do ano, o ouro subiu 17,81%, enquanto a prata valorizou-se em 53,88%. A procura pelos metais preciosos intensificou-se depois de vários participantes no Fórum Económico Mundial de Davos terem referido a necessidade de o mundo se preparar para uma nova ordem menos estável.
A essa recomendação juntam-se as persistentes tensões geopolíticas, com a mais recente ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, a ser dirigida ao Canadá que, segundo afirmou, enfrentará tarifas de 100% caso chegue a um acordo comercial com a China.
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