Guerra comercial leva bancos a apertarem condições de financiamento às empresas
Escalada das tensões comerciais com o anúncio de tarifas americanas deixou bancos portugueses menos tolerantes ao risco e a apertarem as condições de financiamento às empresas mais expostas.
As tensões relacionadas com a guerra comercial contribuíram para uma “postura de maior aversão ao risco” dos bancos portugueses, tendo resultado “num ligeiro aumento da restritividade da oferta de crédito”, revela o inquérito do Banco de Portugal junto do setor financeiro divulgado esta terça-feira.
“Tanto em Portugal como na área do euro, os bancos consideram que o novo contexto internacional contribuiu para a diminuição da tolerância ao risco e para um ligeiro aumento da restritividade dos critérios de concessão de crédito a empresas“, observa o supervisor bancário.
Apesar de toda a incerteza relacionada com o comércio internacional, depois do anúncio de tarifas por parte dos EUA em abril do ano passado, os bancos nacionais reportaram, ainda assim, uma “exposição limitada” em relação às empresas exportadoras.
Por outro lado, relataram ainda, a incerteza com o comércio internacional também não teve impactos nos principais indicadores financeiros, tais como posição de capital e de liquidez, rendibilidade e rácio de malparado.
Para 2026, os bancos portugueses — assim como os do conjunto da Zona Euro — “antecipam, de um modo geral, impactos semelhantes aos reportados para os últimos 12 meses”.
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