Como a IA está a transformar o negócio da banca

  • ECO
  • 10 Março 2026

A IA poderá ter um custo de 200 mil postos de trabalho na banca europeia nos próximos anos, mas traz consigo oportunidades que os bancos vão querer alavancar nos seus negócios.

Mais de 200 mil postos de trabalho na banca europeia podem estar ameaçados nos próximos anos à medida que os bancos vão apostando cada vez mais na Inteligência Artificial (IA) para moldarem os seus negócios ao futuro.

Se os bancos podem vir a cortar 10% dos empregos até 2030, de acordo com as previsões do banco americano Morgan Stanley, a IA também promete um novo capítulo de transformação, oportunidades e (do outro lado da moeda) riscos num setor que está em constante mudança e à procura de rentabilizar a relação com o cliente e dos seus trabalhadores.

Da eficiência operacional e poupança de custos à gestão de risco e deteção de fraude, da hiperpersonalização da experiência do cliente à melhoria da geração de receita, os bancos serão dos setores onde a nova vaga de transformação tecnológica se fará sentir. E já não há volta atrás.

Mas enquanto se perspetiva ganhos significativos de produtividade e de receitas, a IA comporta uma série de riscos que o setor não pode descurar. Os ataques cibernéticos e fraudes sofisticaram-se com a IA. Os modelos de IA treinados com dados históricos podem reforçar viéses e amplificar discriminações. Também há riscos operacionais com os bancos a dependerem de um pequeno número de fornecedores.

Ainda assim, e tendo em atenção que o movimento está em curso e veio para ficar e até acelerar, “os processos transformacionais são obviamente uma oportunidade e eu diria que aqueles que cheguem primeiro têm naturais expectativas de poderem estar mais fortes”, defende Vítor Ribeirinho, CEO da KPMG em Portugal, em entrevista ao ECO.

E se já há claros sinais de adoção por parte dos bancos nacionais, tanto nas suas operações internas como na relação com os clientes, também é verdade que por vezes falta uma estratégia consolidada de transformação assente nesta tecnologia. “Eu vejo a necessidade de consolidar estrategicamente o posicionamento dos bancos nesta matéria, em detrimento daquilo que hoje ainda acontece, que é a experimentalização“, explica Vítor Ribeirinho.

Como é que a IA já está a transformar a banca? Este será um dos temas em debate na 2.ª edição da conferência Banking on Change, que terá lugar no próximo dia 11, quarta-feira, no Centro Cultural de Belém (Sala Negreiros).

À mesa do debate estarão Carlos Santos, Sócio da KPMG Portugal, José Pedro Almeida, Executive in Residence INSEAD, e Ruben Germano, General Manager da Revolut em Portugal.

A conferência contará ainda com outros atores relevantes do mundo financeiro e económico do país, incluindo o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, a quem caberá a abertura do evento. O encerramento dos trabalhos será protagonizado por Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição e limitada à lotação da sala. Pode conferir o programa completo e inscrever-se aqui.

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