Duas fábricas do Grupo Celeste têm propostas de compra, avança o sindicato
"São boas notícias para os trabalhadores" da empresa em insolvência, indica o sindicato, que adianta que os interessados "são da região [Guimarães e Vizela] e operadores no mesmo setor".
O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) revelou esta quinta-feira existirem propostas para a compra das duas fábricas do Grupo Celeste, instaladas em Guimarães e Vizela, que declarou a insolvência.
“Foi-nos transmitido pelo administrador de insolvência que já há propostas para comprar as duas fábricas, em Vizela e em Guimarães. Os interessados são da região e operadores no mesmo setor. São boas notícias para os trabalhadores, sendo que o mais importante será garantir a continuidade dos postos de trabalho”, avançou à agência Lusa o dirigente sindical José Eduardo Andrade, após uma reunião com o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo.
O Grupo Celeste, que operava no setor da panificação e pastelaria, com fábricas em Guimarães e em Vizela, no distrito de Braga e lojas no Minho e Douro Litoral, pediu a insolvência, deixando mais de 300 trabalhadores no desemprego. Para José Eduardo Andrade é fundamental que os futuros compradores das fábricas possam manter os mesmos trabalhadores, que rondam as duas centenas, e, dessa forma “evitar uma crise social” na região.
“Se comprar uma fábrica e meterem os mesmos trabalhadores que estão lá há décadas, a fábrica começa imediatamente a laborar. Para nós é essencial a continuidade dos postos de trabalho. No mínimo seriam duzentos trabalhadores, maioritariamente da região, e ajudava a mitigar bastante o impacto social”, sublinhou o dirigente sindical.
Quanto à reunião mantida na tarde de hoje com o autarca de Guimarães, o sindicalista deu conta de que Ricardo Araújo partilha desta visão, acrescentado que Ricardo Araújo está “alinhado” com as preocupações do sindicato, também quanto ao pagamento integral dos créditos devidos aos trabalhadores, relativos a salários e subsídios, em atraso.
Outro dos assuntos abordados foi a situação de alguns destes funcionários, que ficaram sem rendimentos e atravessam um momento difícil, nomeadamente, porque são famílias monoparentais ou porque o casal trabalhava no Grupo Celeste. Quanto a este assunto, José Eduardo Andrade disse ter a garantia do presidente da câmara de Guimarães de que o serviço social municipal vai acompanhar estes casos e dar o apoio necessário.
O dirigente sindical deu ainda conta de que a assembleia de credores está agendada para 13 de abril.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, o SINTAB adiantou que “na sequência da grave situação social criada pela insolvência das empresas” Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, que fazem parte do Grupo Celeste, solicitou reuniões urgentes com os três administradores de insolvência e com as câmaras municipais de Guimarães e de Vizela, no distrito de Braga.
Nesse dia, José Eduardo avançou que o Grupo Celeste tem 15 milhões de dívidas, nomeadamente à Segurança Social e às Finanças, mas também a mais de uma centena de credores. O Grupo Celeste é uma empresa portuguesa com mais de cinco décadas de experiência no setor da panificação e pastelaria.
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