OpenAI rompe exclusividade com Microsoft e abre modelos a novos parceiros

A OpenAI terminou a exclusividade com a Microsoft, permitindo acesso dos seus modelos a outras empresas como a Amazon e Google, embora a Microsoft continue parceira principal e acionista até 2032.

A OpenAI e a Microsoft decidiram rever os termos da sua parceria estratégica, eliminando a exclusividade que até agora garantia à empresa de software acesso privilegiado aos modelos de inteligência artificial. A mudança representa um novo capítulo na relação entre as duas tecnológicas, num contexto de rápida evolução do setor.

O acordo anunciado em comunicado pelas duas empresas, explica que a OpenAI passa a poder disponibilizar as suas soluções a diferentes plataformas de computação em nuvem, incluindo serviços operados pela Amazon e pela Google. Esta abertura deverá aumentar a concorrência no mercado e facilitar a adoção mais ampla das suas tecnologias.

Ainda assim, a Microsoft mantém um papel central na parceria. A empresa continuará a ser o principal fornecedor de cloud da OpenAI, através do Microsoft Azure, e deverá receber prioritariamente o lançamento de novos produtos, salvo limitações técnicas ou decisões estratégicas específicas.

O acordo preserva também aspetos importantes do relacionamento entre as duas empresas. A Microsoft continuará a ter acesso à propriedade intelectual da OpenAI até 2032, além de manter a sua posição como uma das principais investidoras na organização.

No plano financeiro, as condições foram ajustadas. A Microsoft deixa de estar obrigada a pagar uma percentagem das receitas geradas pelos produtos da OpenAI na sua infraestrutura, enquanto outros mecanismos de compensação permanecem em vigor até ao final da década, ainda que com limites definidos.

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