Certificados de Aforro vão render mais de 2,2% em junho
Subida da Euribor a três meses continua a puxar pela remuneração dos Certificados de Aforro. As novas aplicações vão render mais de 2,2% no próximo mês, a taxa mais elevada em quase um ano.
Os juros dos Certificados de Aforro vão subir pelo terceiro mês seguido, com a taxa base para as subscrições realizadas em junho a subir para 2,215%, mais 0,02 pontos percentuais em relação à remuneração oferecida nas aplicações feitas este mês.
Será o terceiro mês seguido em que a taxa base aumenta, atingindo o valor mais elevado em quase um ano, uma evolução que reflete essencialmente a subida que a Euribor a três meses tem protagonizado desde o início do conflito no Irão. A 27 de fevereiro, antes dos ataques, estava nos 2,013% e já subiu para 2,28% no dia 13 de maio. Tem vindo a deslizar ligeiramente perante as notícias em relação a um acordo de paz na região.
A subida dos juros dos certificados está a provocar uma nova corrida aos Certificados de Aforro — embora ainda muito longe dos níveis de procura registados em 2024. Em abril, as famílias portuguesas aplicaram mais de 500 milhões de euros nestes títulos em termos líquidos de resgates, o montante mais elevado do último ano.
O facto de os depósitos renderem bem menos também explica a popularidade dos Certificados de Aforro. As novas aplicações a prazo renderam uma média de 1,42% em março (últimos dados disponíveis do Banco de Portugal).
Ainda assim, apesar de comparar bem com os depósitos, a remuneração dos Certificados de Aforro está longe de compensar a subida dos preços. A taxa de inflação avançou para 3,3% em abril. E continua também longe dos 2,5% (taxa máxima) que chegaram a oferecer há um ano.
Certificados vão render mais em junho
Fonte: Refinitiv
A taxa base dos certificados é calculada mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, com base na média aritmética dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal.
A média a aplicar no próximo mês foi calculada entre os dias 13 e 26 de maio e situou-se nos 2,2148%. Esta taxa base está sujeita a limites: não pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%.
A taxa base constitui apenas uma componente da remuneração total destes títulos de dívida da República. A esta taxa são ainda somados prémios de permanência que variam consoante o período de aplicação: 0,25% do segundo ao quinto ano; 0,50% do sexto ao nono ano; 1% no décimo e décimo primeiro ano; 1,50% no décimo segundo e décimo terceiro ano; e 1,75% no décimo quarto e décimo quinto ano.
Os juros são calculados trimestralmente e capitalizados automaticamente, com a possibilidade de resgate antecipado após o primeiro vencimento de juros. O investimento mínimo é de apenas 100 euros, podendo cada aforrista deter até 100 mil euros em Certificados da Série F.
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